Prioridades

prioridades

Estava lendo essa semana, de antemão, uma matéria que vai sair na edição de estréia na revista Mulher Executiva. Trata-se de um bate papo com 5 mulheres que trabalham e tentam conciliar a vida pessoal com a vida corporativa. Não é nada fácil.

Essa matéria a partir da segunda edição será feita por mim, só que com 3 mulheres e não mais com 5. Além disso, o papo não será mais com um psicólogo como foi nessa primeira edição e sim comigo, digamos que darei uma Consultoria Pessoal às meninas em troca de suas opiniões e histórias. Diferente do que foi feito agora, no meu caso farei com um tema pré-definido: Tempo.

Já escolhido, o tema parece cair como uma luva para as mulheres, pois, por coincidência ou não, o que mais elas falam nessa primeira matéria é a questão da falta de tempo para organizar suas vidas pessoais e profissionais. Nada foi discutido profundamente, mas o fator Tempo esteve presente em seus depoimentos.

Como disse, não é nada fácil, pois as mulheres são mães, filhas, profissionais, esposas, donas de casa, enfim, elas têm muito o que fazer e parece que do Tempo é o principal inimigo. Algumas razões devem ser ressaltadas, porém eu não vou discutir isso por aqui, caso contrário a matéria que farei perderá todo o sentido.

Como esse Blog trata de assuntos referentes aos nossos Egos, vamos nos ater as questões mais pessoais, mas sem deixar de comentar algumas questões profissionais. A primeira delas que gostaria de me referir é prioridade. Mulheres têm uma dificuldade imensa em elaborar a tal lista de prioridades. Querem fazer tudo ao mesmo tempo e aí se atropelam. Sem falar que não priorizando vão, com certeza, se esquecer de coisas importantes ao longo do caminho.

Sempre tento buscar os problemas, bem como tratá-los, lá da raiz. Sou completamente a favor da expressão: O mal se corta pela raiz. E qual é a raiz do que estou falando? Listar prioridades? Equacionar as tarefas? Organizar o tempo? Não, nada disso. A raiz está no que nasceu primeiro, a pessoa ou a carreira?

A partir dessa resposta, que é óbvia, a lista de prioridades se forma sozinha. Tudo o que fazemos na vida tem que ter como ponto de partida o indivíduo. Simples, não? Pois é, mas como sempre digo, na prática a teoria é outra.

Poucos conseguem se colocar em primeiro plano. Normalmente por causa dos compromissos que acumulamos, temos a tendência de priorizar as responsabilidades, os envolvimentos, o trabalho, a família e só lá no finzinho da vida é que pensamos em nós mesmos. Aí é que nos damos conta que, depois que formos embora daqui, a vida de toda essa gente continua, independente da sua existência no meio deles.

Pensemos nisso uns instantes…

Pronto, vamos em frente. Não estou falando aqui que você deva mandar todas as suas responsabilidades para o alto, não é nada disso. Só estou querendo dizer que a falta de tempo para “cuidar” de si é o que mais incomoda as pessoas que trabalham, principalmente as mulheres.

E sinto que essas mulheres priorizam o mundo em detrimento de si mesmas. Ora, por que é que fazem isso? Querem o que, o rótulo de mártires?

Pessoalmente eu não valorizo gente assim. Ok, minha opinião pode não importar a você que está lendo isso, mas é o que penso. Acho que temos que dar um jeito de resolver essa questão de forma definitiva.

Não dá mais para agüentar enxergar, ou não enxergar, que toda a tecnologia que dispomos hoje em dia não possa ser usada em favor de diminuir o tempo gasto com as responsabilidades. Não podemos nem devemos nos livrar delas, mas não dá pra permitir que responsabilidades vençam. Não dá mesmo pra aceitar sem luta alguma que você abra mão da sua vida por causa da falta de tempo.

E não venham me falar que conseguem fazer as unhas e arrumar o cabelo. Isso é básico demais, a coisa tem que ser mais ampla, estamos falando aqui de viver melhor e não apenas sobreviver acordando, trabalhando, comendo e dormindo.

Num dos meus livros, escrevi algo sobre minha indignação sobre tempo, ou a falta dele. Era algo mais ou menos assim, talvez valha a reflexão:

“Por que corremos feito loucos para cumprir obrigações e não temos nenhuma pressa para nos divertir?”

Pense bem, porque é o que a maioria faz, acordamos e corremos para cumprir as obrigações numa segunda-feira e não temos pressa alguma em acordar num domingo e sair para nos divertir. Algo parece meio errado, não?

MM

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