Rejeição

Continuando… não é novidade para ninguém que rejeição não tem cura. Alguns até conseguem lidar melhor com ela, mas para mim não passa de balela, tenho certeza de que isoladamente o rejeitado chora em seu travesseiro absolutamente inconsolável. Isso vale para tudo, é aquela história de não saber perder… quem é que sabe? Ninguém!

Indo em direção às relações amorosas, a coisa se complica ainda mais, afinal de contas, os seres humanos são tão incapazes de uma série de coisas que não vivem sem ter alguém pendurado no pescoço. É claro que é bom ter alguém, mas será que é necessário? Falo isso no sentido de se buscar a felicidade.

Depositar a própria felicidade numa relação amorosa é o fim do mundo. É colocar na relação e nas costas do outro um peso que não faz sentido. Ninguém pode ser responsável pela felicidade do outro. No máximo um bom coadjuvante.

Como todo mundo comete esse erro, quando aparece a rejeição a coisa se complica. E ela aparece sempre, afinal, nenhuma relação dura para sempre e não sou nenhum gênio por falar isso, só não enxerga quem não quer.

Hoje em dia, por conta da covardia que as pessoas têm em viver a própria vida, ficam eternamente dependentes umas das outras, em todos os sentidos. Aí… quando um não quer mais… ao contrário do ditado, sai uma briga danada.

Como se fossemos obrigados a fazer e viver o que o outro quer. Parece uma coisa estúpida, não? Sim, parece, afinal, estamos falando de pessoas e elas não são as ditas: Inteligentes?

Não somos inteligentes e muito menos racionais quando se trata de um bom e sonoro: “Não te quero mais”. Para ser bem sincero, cansei de ver situações em que uma das partes sequer consegue escutar essa frase.

Por que será que é tão difícil? Por que é que achamos erradamente que o outro tem que nos querer da mesma forma que o queremos? E ainda tem gente que diz: “Egoísta, eu? Jamais…”

Pior, já vi casos em que o que não quis mais foi taxado de egoísta pelo outro. Pois é, a gente se depara com cada espécie de Egos…

Como depositamos no outro a nossa felicidade, é claro que fica impossível lidar com a rejeição. É como aquela coisa da morte, todo mundo sabe que vai morrer, mas “morrem” de medo disso. Nem sabem lidar com o assunto, evitam falar, negam a única certeza que temos nessa vida.

Seres humanos são estranhos mesmo. Tem gente que mata por ter sido rejeitado. E não ouse pensar que isso acontece aos menos favorecidos como vemos na TV todos os dias. Nada disso, acontece em todas as classes sociais e culturais.

Aí vem uma pergunta que sempre faço quando vejo uma aberração dessas: O que é o amor? Sim, o que é o amor? Pois entendo que amar é, sobretudo, querer o bem do amado, ou será que estou louco?

Se eu estiver certo em meu raciocínio, creio que amar é ver o outro feliz. Assim sendo, se, por exemplo, eu não faço mais a outra pessoa feliz, teria que – em teoria – querer vê-la feliz seja lá com quem for, certo? Bem… certo é, mas… (sempre o tal “mas”).

Vou contar um segredo: Já me separei porque não estava feliz. Sim, esse foi o meu argumento quando pedi a separação. Sabe o que aconteceu? Não fui compreendido. Nem por ela e muito menos pela sociedade. Ah a sociedade, sempre ditando regras estúpidas…

Não tive problemas com o fato de tê-la, de certa forma, rejeitado, mas tive problemas em ter meu argumento – que no meu entender é o mais forte que existe – aceito assim logo de cara.

E ainda me chamaram de egoísta. Então tá, onde é que eu assino?

MM

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