Eu e o Id

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Estudei psicologia durante dois anos apenas. Lá na faculdade, para ser muito sincero e sem desmerecer nada, a única coisa que eu gostei foi essa tal de Segunda Tópica de Freud. Segunda Tópica fala sobre o Id, Ego e Superego, foi na verdade uma postulação, nomezinho usado na época para substituir a palavra teoria. Mas isso é o de menos.

O negócio é que essa história me pegou de jeito. Segundo Freud, Id é definido como pulsão, Ego como centro do ser e Superego como censura. Isso para resumir, óbvio. Segundo o grande Pai da Psicanálise o Id é inconsciente, aparece nos sonhos, por ex., como sonhar que estamos transando com a cunhada: Completamente imoral e sem cabimento. No meu caso, sem chance também.

Lá na faculdade, depois de estudar muito sobre o tema, eu cheguei a discutir feio com professores que seguiam e seguem o velho Freud sem sequer questionar nada do que foi dito ou postulado, se preferirem. Pois bem, eu questionei pelo seguinte:

O Meu Id existe! Sim, ele está vivo e aparece em sonhos, pesadelos e no meu dia-a-dia. Uma amiga chegou a dizer que eu não tinha Id nem Superego, tinha Superid. Brincadeiras à parte, a verdade é que eu o sinto presente em minha vida consciente ou inconsciente.

Aqui nesse Blog, por vezes vou discutir sobre isso e sei que muita gente vai se incomodar com minhas Postulações. Quem sou eu para Postular? Bem, eu sou eu, dono do meu Ego, do meu amado Id e do meu inimigo Superego.

Verdade, eu amo meu Id tanto quanto odeio meu Superego. Mais para frente, conforme esse Blog for tomando cara, tomando jeito e ganhando força e espaço vocês caros leitores hão de descobrir por que.

Minha relação com meu Id é tão intensa que nos tornamos amigos inseparáveis. Depois que eu aprendi a teoria é que me toquei do que se tratava. Hoje, escolado por ter analisado a vida tantas e tantas vezes, vejo que o Id é meu melhor amigo. Claro que ele vive me colocando em enrascadas, mas sem ele, podem ter certeza, minha vida e, por que não dizer a sua aí do outro lado da tela, teria sido uma vida plenamente chata e insuportável.

Acho que agora chega de tanta explicação e podemos passar para a fase seguinte, dividir com você as experiências e tentar descobrir por que percebemos as coisas como o fazemos, na verdade, eu vou colocar aqui minhas percepções e cada um que ache em sua vida uma própria visão, um significado individual, uma identificação com o que será contado.

Amanhã vou começar a escrever aqui coisas que já havia escrito quando o Ego-Sistema era um livro e não um Blog. Vamos ver o que acontece.

MM

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