As Aparências Não Enganam

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Incrível como as pessoas estão infelizes. A quantidade de gente deprimida é tanta que todos os dias pipocam textos bem interessantes sobre o tema. Não só textos, há muito estudo nessa área também. Estou falando de estudos sérios e não essas bobagens que publicam nas redes sociais.

Por falar nisso, as redes sociais são excelentes fontes de informação, mais do que isso, são ótimas para quem, como eu, gosta de observar o comportamento humano.

Há três tipos de pessoas nas redes, vamos usar aqui o Facebook como exemplo porque é o que mais uso. Ainda acho que aquilo não serve para nada, mas vamos em frente…

Há o tipo que só reclama da vida, o que só usa para trabalho, mesmo sendo uma rede social e não profissional e o terceiro tipo é aquele que é objeto desse texto: Os felizes.

Você aí já reparou o que tem de gente feliz no Facebook? Gente que come bem, frequenta os melhores lugares, viaja muito, está sempre rindo, só posta frases de autoajuda, diz que ama os animais, que adora os seres humanos, enfim, gente que nunca fica triste.

Pois bem, em minha opinião, gente que se esconde da verdade. Gente que foge da realidade. Ninguém, repito, ninguém é 100% feliz. Até acho legal você postar as coisas boas que te acontecem, mas só te acontecem coisas boas?

Aí entra a questão: Como podem as pessoas estarem cada vez mais infelizes se aparentemente suas vidas são lindas e cor de rosa? Pois é… não sei. E também não tenho nada com isso, apenas estou escrevendo sobre isso porque sou um intrometido. Nada além.

Minha dúvida, sim, quebro a cabeça pensando nisso, é saber de onde é que vem tanta infelicidade. O que é que está gerando isso?

Bem, quem me acompanha sabe que sou cheio de teorias. Para esse tema, tenho uma: Acho que é justamente essa falsa aparência que provoca esse excesso de infelicidade. Vou explicar.

Quanto mais a gente pensa ser uma coisa que não é, mais a gente se frustra, isso me parece óbvio demais. Vou além: Tentando se mostrar de um modo que não tem nada a ver com sua realidade, as pessoas vão entendendo que não são o que mostram, portanto, não são o que gostariam de ser, o que gera essa infelicidade toda. Sem falar dos que se mostram completamente fora do prumo de sua essência, mas isso pode ficar para outro texto.

Aí, incorporo o Marcelo Mello Coach e pergunto: O que essas pessoas infelizes estão efetivamente fazendo – ou fazendo efetivamente –, para que esse quadro seja alterado?

Sinceramente, não as vejo fazendo nada. Vejo alguns mais sinceros tentando se convencer de que precisam fazer algo, mas de efetivo mesmo, não fazem nada.

Eu sei muito bem – e como sei –, que um estado de tristeza profunda ou algo mais grave como uma depressão, nos tira toda a energia que precisamos para reagir. Mas, vejam bem, por que é que essas mesmas pessoas conseguem energia para tentar se enganar? De onde tiram forças para fazer com que os outros acreditem naquela aparente felicidade que elas demonstram?

Vamos pensar racionalmente: Se você tem força para fingir, não consegue canalizar essa energia para reagir?

Repito, eu não tenho nada a ver com isso. Mas como faço uso da empatia o  tempo todo, fico realmente chateado por ver tanta gente boa que poderia se ajudar, perdendo tempo em tentar enganar, supostamente, pessoas que são próximas, amigos… enfim, é isso, uma mentira que gera outra, que gera outra e assim por diante…

Até quando vão aguentar? Bem, isso aí só pode ser respondido pelos que vivem de aparência.

MM

Infelicidade Feminina

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A revista Época desta semana traz uma reportagem muito interessante sobre a infelicidade da mulher atual. Sim, elas são mais infelizes do que nós homens, segundo diversos estudos e pesquisas realizadas pelo mundo. Não vou reproduzir os pontos mais importantes tampouco discutir quem está certo ou errado, uma vez que as discussões sobre isso não são conclusivas.

Quero pegar apenas um ponto: A estética.

Nos últimos anos criou-se um padrão de beleza artificial. A preocupação com isso lota as clínicas de cirurgia plástica, spas, etc. A indústria que mais cresce no mundo é justamente a que produz os tais produtos de beleza. Ok, sabemos que todo mundo tem medo de ficar velho, isso é inegável, mas por que tanta preocupação em ficar belo?

Será mesmo que um seio de borracha é mais bonito do que um seio natural? Bonito pode ser, mas sinceramente, eu prefiro tocar um seio natural do que em um de borracha.

Sou realista e como tal, prefiro sempre o que é verdadeiro, cultuo a essência, a verdade, jamais o artificial. Vejam meu próprio exemplo: Comecei a perder os cabelos com 18 anos. Com 26 mais ou menos eu já era do jeito que sou hoje. Jamais, mesmo com incentivos da minha família para fazer tratamentos até fora do país, eu me preocupei com isso. Não sou hipócrita em afirmar que prefiro ser careca a ter longos cabelos loiros – sim, eu os deixaria crescer se os tivesse – mas não ter cabelos jamais foi uma questão que considerei como fator preponderante para a minha felicidade ou infelicidade.

A questão física e estética para mim não foi e jamais será levada em consideração. E isso jamais me atrapalhou nas conquistas amorosas. Há quem goste e quem não goste e eu sempre respeitei a opinião dos outros, mas cá entre nós, quem se importa com a beleza em primeiro lugar, sinceramente, não me interessa como pessoa. Até porque eu sei que posso oferecer mais do que cabelos longos.  Acho que os homens são desse jeito, a gente até se cuida, claro, mas sem essa neura feminina.

Já as pobres coitadas das mulheres não pensam assim. Elas querem por que querem se tornar Giseles. Ou Julianas Paes. Mesmo com aquelas olheiras horrorosas, mesmo com a bunda cheia de celulite que depois de um trato no photoshop, ficam perfeitas. Não importa a que preço, não importa se fazem ou não mil plásticas, o que as mulheres querem é ser perfeitas fisicamente.

Isso custa caro e não falo aqui do preço que esses tratamentos têm. Esqueçam o dinheiro, falo do custo psicológico da coisa. Esse preço é caro demais para as mulheres. O mercado conspira em favor dessa irrealidade toda. As capas de revistas só vendem se tiverem ali mulheres perfeitas. Perfeitamente “photoshopadas”. O que vende é a mentira, não a verdade. O mundo é assim, irreal. E as mulheres comuns caem nessa armadilha.

Como a esmagadora maioria é composta de mulheres que têm os famosos três quilinhos a mais, é óbvio que o resultado disso não fará bem à autoestima feminina.

Será que as próprias mulheres não percebem o quanto buscar a perfeição física faz mal a elas mesmas? Será que não passou da hora do mercado assumir, perceber e entender que o universo feminino é muito maior do que só a estética? Até quando esse povo vai pisar na cabeça das mulheres, sendo que elas mesmas é que são as que consomem as revistas com beldades na capa? Eu acho isso um tiro no pé, sabia?

Até porque sabemos que as fotografias de hoje em dia são enganosas. Eu, caso fosse debandar para o mundo da fotografia, podem ter certeza, jamais usaria qualquer artifício que fugisse da naturalidade para produzir minhas fotos. Iria preferir encontrar um bom ângulo da pessoa, é claro. Uma melhor luz, por que não, mas photoshop jamais. É a mesma coisa que jogar na cara da pessoa que ela é feia e que eu a transformei numa mulher perfeita. Eu nunca faria isso com uma cliente.

Não somos perfeitos, nem por dentro, muito menos por fora. Aceitar essa imperfeição não tem, nem de longe, o mesmo efeito negativo para a autoestima do que buscar a perfeição artificialmente.

Engraçado constatar que a culpa desse mercado crescer tanto é das próprias mulheres que são as mesmas que vão sofrer com a infelicidade. Pois eu acho que as mulheres são muito mais do que um corpo bonito, um rosto sem rugas e “peitinhos” empinados à custa de muita borracha.

Elas é que têm que pensar sobre o assunto e mudar o mercado. Elas é que estão aceitando a própria infelicidade, portanto, são elas que têm que fazer algo por si. Vejo muitas mulheres reclamando dos “padrões atuais de beleza”. E quem é que aceitou isso como padrão, hein?

MM

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