Pescando sozinho

Pescar

Normalmente não faço isso, mas como muita gente lê este Blog, mas não lê o que escrevo no meu Site, resolvi publicar simultaneamente nos dois espaços:

Meu trabalho como Coach confunde algumas pessoas, na verdade, o processo de Coaching é o que as confunde. Parte das pessoas pensa se tratar de um processo terapêutico, outros acham que é aconselhamento e por aí vai dependendo da imaginação de cada um.

Mas é inegável que algumas pessoas que me procuram querem alguma coisa nesse sentido, querem que eu as oriente no que fazer. Bem, o processo não tem nada a ver com isso, a não ser um certo direcionamento nas questões que levanto para o cliente e que o fazem pensar melhor no caminho a seguir.

Fora isso, mais nada. Não posso aconselhar muito menos interferir na vida das pessoas, por mais que – repito – elas busquem isso, ou melhor, esperem isso de mim.

O que isso tudo significa? No meu singelo modo de ver as coisas, acredito que as pessoas busquem uma bússola – para os mais novos, um GPS. Buscam alguém que lhes diga o que fazer por se sentirem absolutamente perdidas em sua jornada.

O melhor a fazer nessas horas é parar. Às vezes até dar um passo atrás para poder seguir em frente. É o que eu tenho dito aos clientes, pressa não só é inimiga da perfeição como é algo bem diferente de velocidade.

Mas as pessoas têm pressa de mudar suas vidas, de atingir seus objetivos. Eu sei muito bem disso, a vida não espera, se demorarmos, ela nos atropela.

A mistura de sentimentos se torna um turbilhão de idéias e a causa disso é o medo, o pior conselheiro que existe nesse mundo.

Ter medo do amanhã, das mudanças necessárias não só atrapalha como se torna um obstáculo intransponível. Medo engessa e todas aquelas milhares de idéias que nossa mente nos apresenta ficam apenas no campo das idéias e não no campo das ações.

Mas a verdade é que no processo que desenvolvi, a busca pela melhor solução vem de dentro, vem da própria pessoa, minha interferência é relevante, mas apenas em criar dúvidas quando percebo que a pessoa não está reagindo como ela mesma queria reagir.

Não é simples ajudar os outros e tenho notado que é mais complicado ainda as próprias pessoas se ajudarem. Parece que fica mais fácil na cabeça delas jogar o problema para outro resolver.

Pior é que muitos por aí fazem exatamente isso, dão o peixe, mas não ensinam a pescar. Clichê, eu sei, mas como sempre digo, se não fosse bom, não seria clichê.

MM

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