Mundinho Sujo…

lixao

Nesse mundinho raso em que vivemos as pessoas falam o tempo todo em respeito. Não é verdade? Os hipocritamente corretos então, nem se fale, ai de você se ousar discordar deles. Opa, espera um pouco, há um sinal aí.

Quer dizer que as pessoas hoje em dia odeiam que discordem delas. Ah, entendi, então as pessoas só respeitam as opiniões alheias se estas forem iguais às suas, é isso? Bacana… nada mais justo numa sociedade que costumo chamar de “Sociedade do Eu”.

Sim, vivemos numa sociedade do eu, por mais paradoxal que isso possa parecer, afinal, entende-se, pelo menos se entendia, por sociedade, algo coletivo.

A coisa vai longe, não há mais limites.

Por exemplo, dizem que não devemos julgar os outros e o que fazemos? Julgamos. Não negue, não tente dizer que “você é diferente” porque vai acabar se enganando. Todo mundo julga o tempo todo! Traduzindo, o que importa é o que cada um acha sobre qualquer coisa não se importando com o fato em si.

Dizem, em teoria, que devemos respeitar as opiniões dos outros. Em teoria. Na prática, as pessoas querem mesmo é impor as suas. Não conseguem entender que não existe opinião certa ou errada, existe opinião diferente. E, claro, existe o fato que é a única coisa que deve balizar uma opinião.

Mas hoje em dia a coisa mudou, se alastrou. As redes sociais deram voz a todo mundo, o que, no meu entender, deveria ser ótimo. Mas na prática… a teoria é sempre outra.

O que se vê por aí, por exemplo, é gente julgando textos sem sequer saber escrever corretamente. Claro que pode-se gostar ou não de um texto. Óbvio que sim! Entretanto, vejo gente julgando os autores sem sequer ter a capacidade de compreensão de texto, basta analisarem as pesquisas sobre o tema. Que tal aprender a ler, a escrever e depois se meter a falar sobre… bem, sobre qualquer coisa.

Eu leio muito e adoro me divertir lendo os comentários de textos, não só sobre os meus, dos outros também. Comento muito pouco, mas adoro ler. Deve ser algum distúrbio masoquista.

Dia desses vi uma ótima colunista do jornal O Estado de São Paulo, que escreve sobre comportamento, ser chamada de tudo quanto é nome só porque escreveu um texto jogando a verdade na cara dos leitores.

E se tem uma coisa que aprendi nessa vida é que o ser humano, aquela raça dita inteligente, odeia a verdade! E odeia quem tem personalidade forte também.

A tal colunista é séria, gosto demais do que ela escreve, embora nem sempre concorde com ela. O que é absolutamente normal, concordar ou discordar faz parte do jogo. Ainda bem!

Mas xingar? Execrar? Falar um monte de asneiras? Isso vale? Bom, reza a lenda que nos dias de hoje pode-se tudo. Por mais policiamento que haja nas redes, a verdade é que quem comenta pode tudo. Ok, mas esses que podem tudo só não aguentam o tranco da volta.

Por exemplo, essa colunista que mencionei, deu uma resposta dura a um comentário ridículo num de seus recentes textos. Pronto, recebeu uma enxurrada de críticas. Claro, essa gente que tem cabeça só para separar as orelhas, acredita que podem falar o que bem entendem sem receber respostas. Odeiam ser contrariados, pior, morrem de medo de serem confrontados com argumentos, o que foi o caso. Lamentável.

O Brasil precisa de educação, mais do que isso, precisa de berço como dizia minha avó. Enquanto isso não vem, sigamos desrespeitando o próximo. Iremos bem longe desse jeito, viu…

MM

PS:

Um “intelectual” (sic) lá no outro site em que escrevo disse que sou irresponsável ao dizer certas coisas, ao medir a vida com minha régua. E ele, ao me julgar irresponsável fez o quê? Mediu sua opinião com a régua de quem? É só mais um tolinho que não aguenta a verdade… e que faz parte dos 85% que não têm interpretação de texto.

Outra, provável que a dona do mundo e da psicologia, disse que os Conselhos de Psicologia deveriam atuar para impedir que qualquer um desse sua opinião sobre psicologia. Coitada, mal sabe ela o que penso dos psicólogos, mas eu conto: São todos uns fraquinhos, cheios de mimimis e mal resolvidos. Isso pra não dizer retardados funcionais, porque hoje estou de bom humor…

É que lá não posso nem discutir com os leitores, mas aqui, posso tudo!!!

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Balcão de Reclamações

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Por que é que a gente reclama tanto? Bem, dirão alguns muitos estudiosos, a insatisfação é inerente aos seres humanos. Verdade. Uma daquelas verdades absolutas, não há o que discordar, portanto.

Mas vamos além, vamos fazer uma reflexão um pouco mais profunda. Se somos eternos insatisfeitos, isso não deveria ser bom? Falo no sentido de evoluir em todos os sentidos. Afinal, se eu ou você estivermos insatisfeitos com algo que criamos, isso deve ser positivo no sentido de consertarmos, melhorarmos, quem sabe até, em casos mais extremos, refazermos o que foi feito.

Evidentemente que muitos insatisfeitos fazem exatamente isso. Transformam o objeto de suas criações e o melhoram. Mas e o resto? E aqueles que estão insatisfeitos e nada fazem? Sabe de quem estou falando? Isso, acertou, dos que usam a vida como um balcão de reclamações. Cá entre nós, todo mundo é, em alguma medida, assim, não?

Mas não podemos ser injustos. Sabemos que muitos de nós tentam, ao menos, fazer isso cada vez menos. Todos deveríamos reclamar menos e agir mais.

Essa insatisfação ruim, digamos assim, essa que estou falando que nos paralisa ao invés de nos movimentar, anda tentando se alastrar. Parece uma epidemia de involução.

É claro que é disso que se trata. Vamos fazer um exercício: Olhe para seu passado e nem precisa ir muito longe. Já que estamos no começo do ano, que tal dar uma espiada no seu ano de 2016? Como você se comportou nesse sentido aí que estou propondo nesse texto: Você reclamou e agiu ou só reclamou e apontou o dedo aos supostos culpados?

Uma ex professora de Psicologia, uma psicanalista de mão cheia, certa vez ensinou aos alunos algo que hoje em dia todo mundo sabe, ou deveria saber: Quando a gente aponta um dedo, há três apontados para nós.

Foi mesmo uma aula cruel. Sei lá, a carapuça serviu como uma luva… ah, você me entendeu.

Brincadeiras à parte, voltando à sua reflexão, ou melhor, nossa, seja sincero (a), como você agiu?

A pergunta é necessária porque se você reclamou mais e agiu menos, sabe o que deverá fazer para que em dezembro de 2017 não passe pelo mesmo “perrengue existencial”. Agora, se você agiu mais do que reclamou, repita a dose esse ano e, parabéns, você está no caminho certo.

Não é esse nosso maior objetivo na vida? De acertar? Descartemos aquela bobagem de certo ou errado em relação à sociedade, todo mundo aqui tem bom senso para seguir regras de convívio. Nós sabemos muito bem quando uma coisa ou atitude é certa ou errada para nós, para nosso íntimo, para nossa alma.

E não podemos deixar de correr atrás do certo nesse sentido, buscar o que nos faz bem, buscar o que nos alivia a dor e, por que não dizer, buscar o que fará com que as angústias sejam diminuídas, senão, eliminadas.

Não dá mais para ficar sentando no sofá da sala se lamuriando ou culpando esse ou aquele pelas suas frustrações. Sim, sabemos, muitas vezes a culpa não é nossa mesmo, aliás, não usemos mais a palavra culpa, vamos dar preferência à palavra e ao conceito de responsabilidade e não culpa.

Temos que aceitar que muitas vezes as conspirações cósmicas não permitem que a gente consiga aquilo que quer. Mas há uma coisa que aprendi nesses tantos anos de uma vida bastante intensa, frase que cunhei quando escrevi meu segundo livro, há onze anos:

“A felicidade não está na conquista, ela está na busca”.

É quando estamos buscando nossos objetivos que nos sentimos plenamente felizes. Sendo assim, ficar estagnado reclamando ajuda em que mesmo?

MM

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