Proud

Proud

Uma das músicas que eu mais gosto – e olha que não sou muito ligado a músicas – chama-se Proud, cantada por Heather Small. A letra é muito legal, a voz dela encanta na “primeira escutada”.

Basicamente faz-se uma pergunta que incomoda e estimula ao mesmo tempo, mais ou menos como aquela que já escrevi uma vez sobre a propaganda da Emirates onde perguntavam: “Qual foi a última vez em que você fez algo pela primeira vez”. Na música mencionada, a pergunta é ainda mais profunda:

– O que você fez hoje para se sentir orgulhoso?

Pois é. Dizem por aí que orgulho é algo ruim de se sentir. Não é. Pelo contrário, da mesma forma que nos sentimos responsabilizados e culpados quando fazemos algo errado, temos que nos orgulhar quando fazemos algo que produza esse sentimento. Por que não? É justo e temos que ser justos sempre.

Olhando dentro da janela da mente, como diz a letra, percebo que já fiz uma infinidade de coisas que possa me orguhar. Do mesmo modo, mantendo o senso de justiça, noto que ultmamente não tenho feito tanta coisa assim. A música pergunta sobre hoje e dá a entender que devemos fazer algo nesse sentido todos os dias. Pois é… será mesmo que é possível?

Difícil, não? Analisando preliminarmente sim. Mas… se olharmos com mais cuidado veremos que é possível, afinal, agir de modo que produzirá esse sentimento não pode ser medido utilizando as ferramentas de avaliação simplistas como grande ou pequeno. Nada disso, isso seria sabotar a si mesmo.

Sob a ótica desse prisma veremos que vale qualquer coisa. Aí tudo fica mais nítido e a gente consegue facilmente enxergar que fazemos sim quase que todos os dias, se não diariamente, coisas que provocam esse sentimento de orgulho de nós mesmos. Isso é bom, faz bem à alma.

A maioria das pessoas é acentuadamente exigente. A coisa aumenta ainda mais quando se trata de nós mesmos. Nossa autoavaliação é, quase sempre, diferente da realidade. Essa tendência faz com que não enxerguemos as mínimas atitudes. Faz com que nosso sentimento de orgulho se esconda atrás de nuvens negras. Por que? Bem… porque somos tolos.

Quantas vezes você segura a porta de um elevador para outra pessoa entrar, cede lugar a alguém seja numa fila, seja num transporte coletivo? Ajuda aquele amigo que não está bem dizendo palavras que o estimula a seguir em frente…

Enfim, são incontáveis as vezes em que podemos despertar orgulho por sermos quem somos. Como disse, o tamanho da coisa não tem a menor importância.

O que vale disso tudo é: Que sejamos iluminados a ponto de pararmos de sabotar nossas mentes a fim de que enxerguemos com clareza que somos sim seres que devemos nos orgulhar.

Seria legal se vocês escutassem a música, tenho certeza de que traduzindo a letra se sentirão compelidos a fazar alguma coisa que, no fundo, fará muito bem a você.

Se me derem licença, vou ali fazer algo pelo meu dia. E você, já fez ou vai fazer o que hoje?

MM

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