Efeito Dominó

Dominó

Incrível como as pessoas, por mais que se preparem, fazem escolhas erradas que desencadeiam a ruptura ou desconstrução completa do Ego-Sistema. Eu disse completa, é bom que se note.

Sem entrar em detalhes, são dez dias seguidos de paz num universo de 2586. De 480, pelo menos uns 200 de humilhação plena. É muita coisa para um ser humano aguentar. Ainda que ninguém seja Santo, não é fácil.

Mas é a vida e a única lei dela que vale é: Colhes aquilo que plantas.

Essa lei é insuportável. Piora quando você detectou e, portanto, poderia ter evitado as ervas daninhas lá atrás, mas não, decidiu naquele momento terrível que tudo poderia ser diferente. Não foi, pelo contrário, a coisa só piorou e ainda vem mais pela frente.

Já vi casos assim. Já atendi gente que passava por isso. Já sabia em teoria que isso existia e como todo bom otimista, sempre acreditei que passaria. Não adianta, não passa.

Arrependimento é uma marca profunda. Deixa cicatrizes que nenhum creme de 480 dólares dá jeito. Tem seu lado bom, afinal, ele te mostra que você não poderia andar por terrenos tão acidentados. Resta então a pessoa arrumar o que foi danificado e…

Bem… não é tão simples assim. Quando é a alma que está danificada ela demora a ser curada. E o que pode ser mais devastador para a alma humana do que a falta de Paz? O que pode ser pior do que humilhação constante? Como reconstruir isso?

Felizmente eu sei de uma boa fórmula e posso recomendar. Para dar certo, como em todo ferimento, será preciso estancar a hemorragia. Sem isso, não há remédio que consiga reconstruir uma pessoa. E, nesse caso, permita-me dizer que a reconstrução é quase que total.

Uma delas é a libertação. Libertar-se do que te faz mal é como jogar o maço de cigarros pela janela numa decisão tresloucada, mas correta para um fumante compulsivo. Se somos tão impulsivos para nos enfiar no que nos faz mal, porque é que não agimos assim para nos livrar do mal?

Quando não se tem nada o que lembrar, ou melhor, insignificantes momentos, em teoria ficaria mais fácil. Em teoria. Na prática será preciso reconstruir-se da humilhação que deixa a qualquer um no limbo.

Conheço gente que deu jeito nisso, estancou a hemorragia da humilhação, mas nunca mais teve um brilho nos olhos. Não se permitiu mais ser humilhado, mas não foi muito longe na sua busca por mais do que dez dias de paz ou felicidade. Será esse o destino? Provável.

O mundo lhe vira as costas. As pessoas não se importam. Quem deveria se importar te joga na lama. Quem você apostava suas fichas que estaria ali na hora em que você precisasse de uma mão estendida, simplesmente é a pessoa que quer lhe cortar o braço.

Nesses anos todos já li textos tristes. Já vi histórias terríveis. Mas não lembro de ter lido nada parecido quanto este ao que faço referência. Parecia ser uma carta de despedida. Talvez seja, vai saber.

Espero que não. Espero que os ventos que sempre sopram dissipem a nuvem negra que está sobre a cabeça de quem escreveu aquelas linhas impublicáveis. Foram escritas há alguns dias, mais ou menos 30 dias. Depois de reler, resolvi escrever para simplesmente desabafar para ver se o nó na garganta se desfaz. Não tem jeito.

O que eu poderia escrever para ajudar é… que minha experiência de vida ensinou que todo mal acaba. Sim, sei que todo bem também acaba, mas para quem está tão mal há tantos anos, não creio que a lembrança do bem esteja presente.

Nesse momento, nesse instante a única recomendação que posso dar é: Paciência. Aguarde e tenha fé, alguma coisa há de acontecer que te tire dessa lama mental…

MM

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