Maturidade é um Porre

É quase que “senso comum” entre as mulheres afirmar que os homens não crescem. Entendo o raciocínio, entretanto, não sei se é uma verdade absoluta. Acho que em parte sim. Aliás, acho que todo mundo tem dificuldade para crescer. Dá muito trabalho.

O que me causa estranheza é que essas mesmas mulheres não percebem que – agora sim falo todas – nunca saem da adolescência. Isso, você leu corretamente: Estou afirmando categoricamente e com todas as letras que, independente da idade, a mulher nunca deixa de ser adolescente.

De um modo geral as pessoas relutam em amadurecer. É uma dificuldade do ser humano e talvez seja difícil mesmo por um motivo apenas: O que é amadurecer? Ter a capacidade para resolver problemas ou conflitos de maneira equilibrada? Isso é bom senso, inteligência, sabedoria. 

Já fiz terapia, já estudei dois anos de psicologia, já fiz curso de Coaching, trabalho com pessoas, minha empresa presta consultoria na área de Recursos Humanos, em suma, eu lido com gente desde sempre. Nunca consegui entender o que vem a ser maturidade. Claro, seres rigorosos em seus julgamentos, não falo superficialmente e muito menos estou misturando estações do tipo Responsabilidade com Maturidade. Estou questionando apenas e tão somente o que vem a ser maturidade. (Desculpem explicar, mas é que tenho leitores muito “cricas”)

O engraçado é que nessas minhas andanças pela vida e pelo mundo dos estudos dos seres humanos e seus comportamentos, jamais consegui obter uma resposta satisfatória. Tudo bem, levemos em conta que sou um “mala sem alça” e que é bem complicado alguém me convencer de alguma coisa, mas… a verdade é que ninguém sabe explicar.

Depois de muito ler a respeito, observar atitudes e comportamentos, cheguei à conclusão que os seres que se consideram maduros são verdadeiros chatos de galochas. São aqueles que envelhecem antes da hora, que tem medo do que os outros pensam a seu respeito, em suma, são os que têm medo de aproveitar a própria vida e essência. É isso, maturidade é um porre.

Crescer é isso? É abrir mão das coisas gostosas que a melhor idade – melhor idade para mim é a adolescência e não a terceira idade como tentam nos enfiar goela abaixo – nos propicia? Amadurecer é o que, afinal, levar as coisas a sério? Isso é responsabilidade e não maturidade. Quem se leva muito a sério é – ou será – um eterno problemático.

Por que as mulheres afirmam que os homens não crescem? Por que eles não as levam a sério? Não se entregam aos relacionamentos? Por que dão importância a futebol, carros, relógios? Por que gostam de videogame ou falar bobagens com os amigos nos finais de semana? Por que curtem comprar TVs de 200 polegadas em vez de máquinas de lavar? Parece pouco, não? Acho justificativas bem chulas.

Como disse o sábio amigo e também escritor Kris Arruda: Homem gosta de brinquedos. Sim, caros leitores, ganhar uma camisa de presente é morno. Ganhar um videogame, um Ipod, Ipad ou outros “Is” da vida é muito, mas muito mais gostoso. Se pudesse comparar, diria que a sensação de ganhar uma camisa é a mesma que a mulher sente ao ganhar uma batedeira.

Voltando à minha afirmação do inicio desse texto, o que há de errado no fato das mulheres serem eternas adolescentes? Talvez o comportamento mimado ou revoltadinho, mas será que isso não faz parte do charme feminino? Me diz aí, você homem que “me” lê nesse momento, o que você prefere, uma mulher que se comporta deliciosamente como uma eterna adolescente ou uma velha chata que esquenta a barriga no fogão e a esfria no tanque?

Ao contrário do que quase chegou a afirmar Freud, digo que NENHUM homem gostaria de se casar com a mãe. As mães são vistas por nós homens como seres maduros. E repito, ninguém nesse mundo gosta de pessoas maduras. Ninguém. As pessoas apenas têm medo de dizer, sei lá, parece errado ser contra a maturidade. Gente besta, né?

Tirando um ou outro comportamento adolescente exagerado que as mulheres têm, tipo… excesso de mimos, choradeira descabida e absurdo gosto pela competitividade, acho que nós, ainda assim, preferimos essas a uma mulher chata que se leva muito a sério.

Até porque, segundo o conceituado observador da humanidade Marcelo Mello – sim, eu mesmo – as mulheres se comportam de maneira adolescente mais entre elas mesmas. Fofocam e falam mal umas das outras, mesmo em se tratando de “melhores amigas”, competem entre si, mas se vestem todas iguais ligando umas para as outras perguntando se vão sair de saia ou calça, vão juntas ao banheiro… ou seja, elas jamais saem da quinta série.

E isso pouco nos afeta, afinal, estamos muito mais preocupados e entretidos com nossos jogos de videogame em TVs de 200 polegadas…

MM

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Rejeição

Continuando… não é novidade para ninguém que rejeição não tem cura. Alguns até conseguem lidar melhor com ela, mas para mim não passa de balela, tenho certeza de que isoladamente o rejeitado chora em seu travesseiro absolutamente inconsolável. Isso vale para tudo, é aquela história de não saber perder… quem é que sabe? Ninguém!

Indo em direção às relações amorosas, a coisa se complica ainda mais, afinal de contas, os seres humanos são tão incapazes de uma série de coisas que não vivem sem ter alguém pendurado no pescoço. É claro que é bom ter alguém, mas será que é necessário? Falo isso no sentido de se buscar a felicidade.

Depositar a própria felicidade numa relação amorosa é o fim do mundo. É colocar na relação e nas costas do outro um peso que não faz sentido. Ninguém pode ser responsável pela felicidade do outro. No máximo um bom coadjuvante.

Como todo mundo comete esse erro, quando aparece a rejeição a coisa se complica. E ela aparece sempre, afinal, nenhuma relação dura para sempre e não sou nenhum gênio por falar isso, só não enxerga quem não quer.

Hoje em dia, por conta da covardia que as pessoas têm em viver a própria vida, ficam eternamente dependentes umas das outras, em todos os sentidos. Aí… quando um não quer mais… ao contrário do ditado, sai uma briga danada.

Como se fossemos obrigados a fazer e viver o que o outro quer. Parece uma coisa estúpida, não? Sim, parece, afinal, estamos falando de pessoas e elas não são as ditas: Inteligentes?

Não somos inteligentes e muito menos racionais quando se trata de um bom e sonoro: “Não te quero mais”. Para ser bem sincero, cansei de ver situações em que uma das partes sequer consegue escutar essa frase.

Por que será que é tão difícil? Por que é que achamos erradamente que o outro tem que nos querer da mesma forma que o queremos? E ainda tem gente que diz: “Egoísta, eu? Jamais…”

Pior, já vi casos em que o que não quis mais foi taxado de egoísta pelo outro. Pois é, a gente se depara com cada espécie de Egos…

Como depositamos no outro a nossa felicidade, é claro que fica impossível lidar com a rejeição. É como aquela coisa da morte, todo mundo sabe que vai morrer, mas “morrem” de medo disso. Nem sabem lidar com o assunto, evitam falar, negam a única certeza que temos nessa vida.

Seres humanos são estranhos mesmo. Tem gente que mata por ter sido rejeitado. E não ouse pensar que isso acontece aos menos favorecidos como vemos na TV todos os dias. Nada disso, acontece em todas as classes sociais e culturais.

Aí vem uma pergunta que sempre faço quando vejo uma aberração dessas: O que é o amor? Sim, o que é o amor? Pois entendo que amar é, sobretudo, querer o bem do amado, ou será que estou louco?

Se eu estiver certo em meu raciocínio, creio que amar é ver o outro feliz. Assim sendo, se, por exemplo, eu não faço mais a outra pessoa feliz, teria que – em teoria – querer vê-la feliz seja lá com quem for, certo? Bem… certo é, mas… (sempre o tal “mas”).

Vou contar um segredo: Já me separei porque não estava feliz. Sim, esse foi o meu argumento quando pedi a separação. Sabe o que aconteceu? Não fui compreendido. Nem por ela e muito menos pela sociedade. Ah a sociedade, sempre ditando regras estúpidas…

Não tive problemas com o fato de tê-la, de certa forma, rejeitado, mas tive problemas em ter meu argumento – que no meu entender é o mais forte que existe – aceito assim logo de cara.

E ainda me chamaram de egoísta. Então tá, onde é que eu assino?

MM

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