Decisão: A hora “H”

Recebo perguntas em meu site, meus clientes se desesperam diante disso, eu mesmo já meti os pés pelas mãos algumas vezes, amigos não sabem o que fazer, em suma, que processo é esse tão complicado chamado Decisão?

Pois é, deveria ser mais simples, afinal de contas, tomamos milhares delas durante a vida, sejam fáceis ou difíceis, as decisões são tomadas aos montes todos os dias. Todas, sem exceção, em maior ou menor grau, afetam nosso presente e futuro. Falando assim fica nítido que as decisões são importantes, inevitáveis e, talvez por isso, tão complexas.

Ando pensando muito sobre o tema, tentando descobrir porque é que nós sofremos diante da chamada “hora H”. Sofremos por antecipação, uma coisa meio louca, afinal, antecipamos a conseqüência ruim e não a boa. É, tomar decisões nunca é fácil.

Deixando de lado a mencionada hora da decisão, que tal pensarmos lá na frente para depois, um dia quem sabe, voltarmos ao ponto central. Estou dizendo isso porque, depois de uma conversa telefônica onde uma pessoa está prestes a tomar uma decisão, fiquei intrigado com a seguinte fórmula, ou seja, mais uma teoria desta louca mente perturbada que vos escreve:

Decidimos com a razão, mas agimos com a emoção.

Faz sentido? Bem, para esse caso específico que mencionei é o que está prestes a acontecer. Não seria leviano em afirmar que todas as decisões são racionais, muito menos diria que todas as ações são emocionais. Mas pensando bem, acho que na maioria das vezes sofremos justamente porque fazemos exatamente isso.

Em tese, nossa razão às vezes fala uma coisa e nossa emoção nos leva em outra direção. Não conheço uma só pessoa que seja 100% racional nem 100% emocional. Apesar desse aparente equilíbrio, normalmente vejo um desnível aí. Percebo uma falta de comunicação dentro de nosso Ego-Sistema.

Uma vez escrevi que o sentimento é a maior causa do sofrimento. Fui xingado por isso. Mas a mim parece tão óbvio quanto afirmar que só morre quem está vivo. Estou contando isso porque agir apenas com a emoção pode nos levar diretamente ao sofrimento. Da mesma forma, a razão pode não evitar que soframos, mas tenho certeza de que quanto mais racional for uma atitude – completamente de acordo com a decisão – menos problemas ela vai gerar lá na frente.

Ainda sobre o telefonema, a pessoa em questão precisa se decidir o quanto antes. Se for racional, pode até sofrer, mas em menor “volume”. Se for emocional, vai sofrer sem sombra de dúvidas em larga escala.

O caso dela é aceitar – e perdoar – um erro gravíssimo do homem que ama. Complicado, eu sei, além do mais, há outros componentes que não vou comentar.

Racionalizando a questão, o que eu penso é o seguinte: Não escolhemos por quem nos apaixonamos ou a quem amamos, mas escolhemos com quem convivemos.

Amar à distância dói bem menos do que sofrer de perto. Além disso, quanto mais nos mantivermos distantes do objeto amado, mais rapidamente vamos esquecer. Ao contrário do que a maioria fala, que apenas a paixão acaba, isso não passa de jargão popular, pois sabemos na prática que tanto o amor como a paixão acabam, mais cedo ou mais tarde, de uma maneira ou de outra.

Não sei se estou falando bobagens, mas após pensar muito nessa questão, me senti compelido a escrever sobre isso. Não que o assunto esteja encerrado, mas minha conclusão é definitiva. Lembrando aos chatos de plantão que é apenas e tão somente minha opinião, minha conclusão pessoal e não uma verdade absoluta.

De qualquer forma, vale a reflexão para todas as áreas da vida. Exemplifiquei com um caso amoroso porque foi isso que despertou minha atenção sobre o tema.

Enfim, talvez pensar nas últimas decisões racionais que tomamos e nas conseqüências ruins que se sucederam após termos agido emocionalmente. Fazendo uma pequena busca no meu Google mental, já encontrei um monte…

MM

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Evolução é isso?

Darwin deve ter sido o primeiro a usar a palavra quando teorizou sobre a evolução da espécie. Bem, claro que a palavra já existia, mas ele a popularizou. De lá pra cá a evolução tem sido uma busca constante em todos os sentidos, desde coisas até gente. Mas eu me faço sempre duas perguntas:

1 – Será?

2 – Pra que? 

Começando pela segunda pergunta, sou conhecido por alguns amigos como “Mister Pra Que?”. Sim, em todos os momentos que vejo algo que me chama atenção eu pergunto pra que. É aquela minha mania de tentar achar sentido em tudo. Algumas vezes eu acho, já em outras…

Dentro do tema Evolução, viajo na maionese me perguntando os “Pra Ques” para tudo. Tipo, pra que termos carros que andam cada vez mais rápido se os limites de velocidade permitidos são cada vez menores? Por que diabos criaram as garrafas PET se elas levam 100 anos pra se decompor. Ninguém pensou nisso antes? Outro exemplo, pra que tantas comunidades virtuais se cada vez mais os seres humanos se comunicam pior? Pra que tantos condomínios se ninguém suporta viver em sociedade? Exagero meu? Ok, faça um teste e vá a uma reunião no seu prédio.

Esses são apenas alguns exemplos bestas, mas se você aí quiser fazer um exercício mais profundo, comece a se perguntar o que faz sentido e depois jogue isso na salada chamada Evolução.

Aí vem a primeira pergunta: Será? Será mesmo que isso é evoluir? Pois é. Seres humanos são “máquinas perfeitas” cheias de defeitos. Como sempre falo, uma experiência que não deu certo. Por vezes já escrevi ou imaginei que Deus deve colocar a mão na testa toda vez que vê algo que os humanos são capazes de fazer, e dizer em voz alta: O que eu criei, meu Deus? (Claro que Deus não fala meu Deus, afinal, Ele é Deus, mas vocês me entenderam)

A Evolução é mesmo algo esquisito. Eu preciso – por conta da minha idade e doença – fazer exercícios físicos. Não gosto, mas preciso. Não faço, mas deveria. Enfim, eu sempre amei praticar esportes, jogava tênis, futebol, handebol, basquete, até bolinha de gude. Conforme minha doença foi se agravando, fui perdendo a capacidade para praticá-los. Não é desculpa, tive uma seqüela grave provocada por algo chamado “Cetoacidose Diabética”. Entrei em coma e essa coisa com nome estranho é bem grave. Felizmente a única conseqüência foi que perdi a sensibilidade em meus dois pés. Isso tem nome, mas não estou me lembrando agora.

Em suma: Se eu tiver que dar uma arrancada para devolver uma bolinha de tênis, por exemplo, corro o risco de torcer – e até quebrar – o pé. Sim, ele fica meio bobo e só para vocês terem uma ideia, tenho que pensar para andar, me esforçar para colocar o pé no lugar certo. É um porre, mas já me acostumei.

Mas digamos que eu fosse normal e pudesse continuar a prática esportiva. Ou melhor, você aí do outro lado que é normal, acompanhe meu raciocínio: Conforme o tempo passa deveríamos melhorar nossa performance, certo? Errado. Nosso corpo + idade + cansaço mental não é capaz de acompanhar nosso desejo de manter a forma ou a vida saudável. Temos que nos adequar aos limites físicos que a idade nos impõe. E nem pensem que “manter a forma” é verdade, não é, a forma vai se perdendo com o tempo. Uma espécie de Evolução Negativa.

Vamos parar com essa bobagem de exercícios e pensar num outro tema: Experiência. Reza a lenda que os idosos – meu caso, apesar de que com 50 ainda tenho que pegar filas – têm a seu favor a experiência adquirida com os anos de vida. É um fato incontestável, mas… nem sempre podemos fazer uso dela.

De que adianta um cara com 50 anos saber tudo sobre conquistas amorosas se uma menina linda e durinha de 20 anos não vai sequer olhar pra ele, afinal, “ele é mais velho que o papai!!!” Pessoalmente e, por razões óbvias, nem posso reclamar. E… isso não é sorte não, viu gente, é competência!!! (Meu Ego-sistema é incrivelmente redondinho, vive reforçando minha alta auto-estima)

Em outra questão, pra que serve tanta experiência de vida se dão empregos para estagiários amebinhas que mal sabem escrever ou ler um e-mail? Você aí do outro lado conhece algum ser da face da terra que esteja estagiando numa grande empresa aos 50 anos? Provavelmente não.

Radicalismos e brincadeiras à parte, isso é Evolução, o caminho natural das coisas. Ficou velho tem que sair de cena e dar lugar aos mais novos e assim por diante. Normal, já nos acostumamos com isso, não é? Sim, já. Mas eu sempre insisto em me perguntar se não seria melhor usar a teoria do velho e bom Chico Anísio em vez da teoria do Darwin. Chico diz o seguinte: “Deveríamos nascer velhos e ficar jovens conforme o tempo passa”. Um gênio!!!

Será que como Coach posso dar um conselho a Deus? Claro, sou experiente, “evoluído”, posso tudo: Deus, pense nisso da próxima vez.

MM

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