Energia esgotável

Ah fim de ano… sempre a mesma coisa, sempre terminando no dia 31 de dezembro. Mas sabe que eu curto ciclos? Pois é, eu gosto mesmo. Acho legal essa ideia de renovar as esperanças quando um ano novo se inicia. Se pensarmos bem, nada de verdade acontece numa simples mudança de calendário, porém, é um símbolo. Ok, réu confesso, eu adoro simbolizar as coisas, procuro até “ensinar” meus clientes a fazerem o mesmo, como marcar as etapas da vida com aquela caneta verde limão, sabe?

O problema é que isso só pode ser feito com o que já ocorreu, nunca com o que vai ocorrer, afinal de contas, pelo que me consta ninguém consegue ler ou prever o futuro. Infelizmente ou felizmente, sei lá. Só que tem como a gente caminhar de acordo com nossas intenções.

Tudo bem, nem tudo sairá como queremos, mas podemos sim tentar seguir nosso foco – palavrinha tão na moda. O problema pode surgir e não ser resolvido quando nem foco tivermos. Ou se tivermos muitos, onde certamente alcançar todos os objetivos será impossivel no período de um ano.

Como sempre falo por aqui, entendo que os seres humanos quase sempre gastam energias querendo o que não podem ter. Enfim, não sei se já me fiz entender mesmo falando essas coisas o tempo todo.

Agora o papo tem que seguir em outra direção, é chegada a hora de fazer aquelas famosas listas de fim de ano, desejos, sonhos, objetivos, metas… tanta coisa que a impressão é que 2011 será curto. E de fato será. Mas… sempre se pode dar um jeito se usarmos um pequeno truque que vale pra vida toda: Não gaste sua energia com o que não vale à pena.       

Parece chavão, afinal de contas, todo mundo é inteligente o suficiente pra saber que a energia dos seres humanos é… esgotável. Não somos recarregáveis. O Maximo que conseguimos é sair de férias e esquecer dos problemas por um período muito curto. Assim sendo, pergunto: Será mesmo que sabemos disso? Ou é só mais uma daquelas coisas que todo mundo sabe, mas ninguém faz?

Bom, preciso deixar uma coisa bem clara: Não quero ter a pretensão de dar conselhos a ninguém, espero que se lembrem que escrevo para mim mesmo. Cada texto é apenas uma reflexão ou desabafo. A finalidade dos blogs, quando foram “inventados”, era pra ser apenas um diário que todo mundo pode ler. Eu levo isso ao pé da letra, escrevo o que penso e como muita gente lê, há os que gostam e os que odeiam. Estou falando isso porque tem gente que comenta comigo que “meus toques” são sempre importantes. Podem até ser toques, mas não é minha intenção não. Isso posto, vamos em frente.

Todo mundo sabe do meu trabalho como Coach. Amigos, parentes e agregados, me “usam” – no bom sentido – para saber o que penso sobre quase tudo. E eu adoro isso. Pensando sobre esse ano que agora chega ao fim, lembrando de tudo que ouvi de toda essa gente, analisando obviamente a mim mesmo no meio disso tudo, chego à triste conclusão de que nós gastamos tempo e muita, mas muita energia mesmo com o que não importa.

Pessoas se martirizando por causa de rompimentos que, se chegaram a esse ponto, é porque “foi melhor assim” e ponto final. Como eu costumo dizer aos amigos e clientes, cordão umbilical se corta com tesoura e não com faquinha de plástico. E são tantas outras reclamações, problemas que poderiam ser evitados que eu precisaria de uns 300 textos para descrevê-los. E tudo isso, em grande parte, nada tem a ver com a própria pessoa. É energia gasta com problemas dos outros.

Ainda ontem brinquei com uma cliente, disse a ela que eu é que tenho que me preocupar com problemas dos outros porque sou bem pago pra isso. Mas não adianta, as pessoas parecem ser feitas de velcro, tudo que jogam pra cima delas fica grudado. É puro desperdício de energia.

Além de assumir o que não lhes pertence, muitos ainda esticam, aumentam, ampliam problemas que não merecem mais atenção alguma. Lembro de que uma vez, eu andava amuado, cheio de tristeza por causa de um problema que… bem, que nem era mais problema. Já havia sido solucionado e eu ali, insistindo em sofrer por algo inexistente. Burro, não? Desperdiçar minha energia em algo que não só não existia mais como não valeria mais à pena caso existisse.

A conclusão é tão simples, tão “debaixo do nariz” que dá raiva só de me lembrar quanto tempo perdi: Queimar energia à toa está diretamente ligado à tristeza. Agora tento agir de modo distinto, quando me pego cabisbaixo, tento analisar se realmente faz sentido. Se perceber que não faz, viro a página e trato de traçar novos planos onde gastar minha energia valerá à pena.

E nesse momento em que mais um ano se aproxima é a hora certa de fazer essa analise. É hora de nos programar para não jogar no lixo algo que se esgota.

MM

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Publicado em Ego. 5 Comments »

5 Respostas to “Energia esgotável”

  1. Fernanda Says:

    Excelente, MM!!!

    Tudo que precisava comentar, já falamos ontem (e é melhor deixar reservado… rsrs).

    Que venha 2011. Que os planos e sonhos sejam colocados em prática!!!

    Bjssssss

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  2. Giovanna Says:

    Belo texto de final de ano. Ótimas dicas

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  3. Anderson Mathias Says:

    Muito bacana seu blog, seus textos, pensamentos.
    Esse texto expecificamente caiu no meu colo na hora certa!!!

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  4. José Carlos Says:

    Hoje seu texto está muito bom

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  5. Denise Says:

    É isso aí, MM. Simplesmente perfeito. Ah se todos fizéssemos isso, a energia do mundo seria bem melhor.
    Bj grande

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