Culpas

Claro que nem podia ser diferente, o texto anterior, Virando a Página deu o que falar, recebi alguns comentários, alguns e-mails e troquei figurinhas sobre o tema com amigos pelo MSN. E o engraçado é que no meio de algumas conversas, apareceu a palavra Culpa. Ou melhor, o sentimento de culpa. Não sei por que, mas é o que aconteceu.

Se bem que pensando um pouco melhor, talvez essa coisa de Virar a Página tenha de fato alguma relação, por menor que seja, mas pode ter sim. Deve ser por que quando temos que tomar a atitude de virar uma página aparece aquela questão já comentada por aqui, o tal do… Mas e se… Ou seja, a dúvida do que estamos fazendo. Mas isso já foi amplamente discutido por aqui. Hoje tenho que falar sobre Culpa.

E eu odeio esse sentimento. Já houve um tempo em que me culpava por tudo e mais, carregava algumas culpas que nem minha eram. Sabe aquela coisa de Mártir? Pois é, algo parecido. Tudo o que acontecia na minha vida eu dava um jeitinho de colocar uma dose extra de culpa no meio. Quando falo tudo, entenda-se TUDO! Coisas das minhas relações com namoradas, amigos, família, situações adversas no trabalho, enfim, qualquer coisa mesmo. Como se o Sol girasse em torno do meu próprio umbigo.

Eu devia é sentir culpa dessa bobagem, mas não, sentia culpa mesmo por qualquer coisa. Um perfeito idiota fraco de cabeça. Sim, é o que penso sobre quem tem essa tendência de ir pegando culpas pelo caminho.

As pessoas são ruins. Ser humano é chamado assim, mas de humano não tem nada. Claro, falo aqui da maioria e não de todos. Alguns ainda têm salvação. Digo que eles são ruins porque quando podem, jogam pra cima de outro ser humano todas as culpas que puderem. As que são deles e mais algumas outras que é pra deixar o fraco – aquele que aceita isso – bem mal mesmo. Não sei por que é que fazem isso, mas fazem.

Bem, tem uma explicação. Apontar os dedos é bem mais fácil do que reconhecer a verdade. E esse reconhecimento deveria funcionar não só quando alguém é culpado e joga essa culpa em cima do outro, como também reconhecer se há de fato algum culpado. Mas não é assim que somos não, adoramos sair apontando dedos e culpando Deus e todo mundo. Só um parêntese: Culpamos Deus também. O tempo todo.

Há coisas que somos culpados, feitas deliberadamente ou sem querer, a verdade é que fazemos coisas erradas. Sobre essas coisas, normal sentirmos culpa. Mas como explicar aquela culpa que sentimos quando não temos nada a ver com a “coisa” em si?

Às vezes, como disse, jogam em cima da gente e a coisa gruda. Lembrando que gruda porque somos fracos e permitimos isso. Outras vezes nem precisam jogar, a gente sai por aí catando culpas e pior, absorvemos isso com uma “clareza” que é impressionante. Clareza cega, eu diria se estivesse a fim de brincar com as palavras. Como não estou, digo clareza porque parece tão nítido que a culpa é nossa de verdade que vou te falar, viu.

Como disse, eu já fui desse jeito. Mas um belo dia, essa visão foi clareando e eu percebi que de burro não tinha nada, ao contrário, sem falsa ou verdadeira modéstia, me sinto um ser dotado de inteligência. Ora, se sou inteligente, porque é que não via as coisas com imparcialidade? Por que não julgava e analisava tudo com imparcialidade? Resposta simples, porque minha suposta inteligência era burra.

A solução para isso é essa, analisar de fora para dentro. Pegue a situação ou a questão que esteja lhe fazendo sentir culpa, saia da sua mente – ou seja, tente ver com clareza toda a situação sem qualquer tipo de sentimento – e decida se você tem ou não alguma responsabilidade. Adoro trocar a palavra culpa por responsabilidade. Enfim, analise com a imparcialidade de um juiz, mas um juiz sério e não corrupto.

Somente fazendo isso você poderá ter todo o controle e equilíbrio necessários para ter uma resposta honesta, seja para com os outros, seja para você mesmo.

Permitir que outros seres “humanos” joguem nas suas costas as culpas que não lhe pertencem é sinal de fraqueza. E podem ter toda certeza do que vou dizer agora: O mundo precisa de gente forte, pois já há fracos demais espalhados por aí.

Se puder dar um conselho e eu posso, jogue fora o que não é seu, me entende? As culpas que não lhe pertencem, esse peso extra que carrega. Tenho certeza que se fizer uma avaliação nesse momento, verá que não é culpado de muita coisa.

MM

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Publicado em Ego. 2 Comments »

2 Respostas to “Culpas”

  1. LIA Says:

    Muitas vezes, sinto-me culpada por atitudes de pessoas que considero demais. As vezes me questiono: Porque não poderia ser da forma como imaginei ser? Onde errei? Porque a tal pessoa fez isso? E com esses questionamentos coloco a culpa sempre em mim, ao ponto de se conformar e deixar passar, sem lembrar do passado, pois trago sempre comigo uma frase simples mas objetiva”dias melhores virão”, esta frase é o meu consolo!

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  2. Fernanda Says:

    Opa! Que belo tema para o dia do meu aniversário… ahahaha…

    É isso aí… aproveitar o final do ano e extravasar, liberar, jogar tudo pro ar, pedir perdão e, se não for possível, seguir adiante, com a consciência sempre limpa.

    Bjossssss

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