Nosso Real Valor

contemplacao

O texto passado provocou algumas reações interessantes nos meus fiéis leitores. Bem, confesso que em mim também. Vou explicar melhor.

Quando escrevo algo, de fato me concentro naquilo, vivo intensamente o que estou escrevendo e pensando para poder colocar da melhor maneira no “papel” minha idéia. Raramente leio meus textos novamente, faço apenas uma revisão até certo ponto superficial.

Mas no texto “Experiências Culminantes” eu reli até mais de uma vez, pois as manifestações das pessoas me levaram a isso. Seja pelos comentários, por e-mail ou pelo MSN, muita gente falou comigo a respeito. Assim sendo, acabei relendo várias vezes.

Notei algo interessante, as reações todas foram incríveis, mas um tanto quanto óbvias. O texto provocou nas pessoas algo que deveria ser rotineiro, provocou nelas a atitude de olhar para a própria vida e perceber que as tais experiências estão mais presentes do que imaginavam.

Isso é óbvio, mas não rotineiro. O que estou querendo dizer é que todos temos experiências dessas em nossas vidas, sejam elas mais ou menos intensas, mas temos. O que chama atenção é que não percebemos no dia a dia. Por quê?

Porque falta a tal contemplação. Sim, contemplar a própria existência. É interessante como olhamos apenas para nosso umbigo quando temos algum interesse envolvido, mas não levamos em conta que é também nosso – senão o maior de todos – interesse melhorar a famosa e tão esquecida auto-estima.

Sim, é um fato e uma verdade absoluta o que vou dizer agora: Todos nós temos graves problemas de auto-estima.

Ora, o que são as experiências culminantes senão uma constatação de que somos capazes de qualquer coisa? Já escrevi aqui mesmo nesse Blog um texto que tem como título: Podemos tudo.

Por menor que possa parecer, qualquer experiência tem que ser levada em conta. Uma conquista, uma decisão importante, uma atitude de carinho e atenção com o próximo, uma ajuda, um beijo, uma boa performance na cama, uma palavra bem colocada numa reunião importante, enfim, qualquer coisa que fazemos em nosso dia a dia pode ser colocada, ou melhor, elevada ao registro de Experiência Culminante.

Mas não fazemos isso por pura falta de contemplação da própria vida. Admiramos os feitos dos outros, mas raramente os nossos. Estranho, mas é assim mesmo, viemos ao mundo para satisfazer nossos Egos, mas raramente damos “bola” para ele.

Meus leitores me elogiam e eu às vezes acho que eles exageram na dose e isso tem uma motivo: Bem, sou normal e acho que devo ter problemas de auto-estima. Mas já fui pior, já conheci os dois extremos.

Em uma época da vida eu achava que não servia pra nada e que tudo o que fazia era normal e rotineiro, quase óbvio. Estava errado. Em outra época me achava o máximo e em tudo o que fazia era merecedor dos mais significativos elogios. Estava errado também.

Para falar a verdade, o que importa é o que pensamos sobre nós mesmos e não o que vem de fora. E é aí que mora o “problema”. Temos que ter um critério de avaliação apurado senão passamos do limite para cima ou para baixo. Temos que saber nosso real valor em todas as áreas da vida. Isso é fundamental para qualquer coisa que façamos.

Por exemplo, eu tenho que ter a exata noção de que o que escrevo pode fazer bem para as pessoas, mas que isso não é e jamais será crucial na vida delas. Tenho que saber que pode ajudá-las, mas que essa ajuda não será essencial. Por outro lado, não posso acreditar que o que escrevo não fará nenhuma diferença. Em suma, tenho que saber com clareza o que é real e não ficar alimentando ou desnutrindo minha auto-estima.

Se nos habituarmos a contemplar todas as coisas de maneira mais profunda, veremos que vivemos algumas boas experiências. Me assusta ver leitores ou clientes dizerem que sentem um vazio imenso, que “nada acontece em suas vidas”. Ora, isso é de uma inocência sem precedentes, é óbvio que coisas acontecem, só precisamos estar alertas para enxergar.

Hoje não vou me alongar, mas volto em breve a falar sobre esses temas, “cegueira”, contemplação e auto-estima…

MM

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Publicado em Ego. 3 Comments »

3 Respostas to “Nosso Real Valor”

  1. Dalbergia Says:

    Geeente, é muito difícil não rasgar seda diante da ressonância desses textos. Como escritor, se expõe, coloca suas idéias, teorias, sentimentos… e quando eu menos percebo já coloco o texto em segundo plano e me concentro em mim. Surgem sentimentos, revelações, “culminâncias”, “poderes”. Surge um novo olhar sobre a realidade.
    É claro que tem coisas irritantes e discordantes também, mas acha que eu vou perder meu tempo com essas? Escolho entrar em contato com a essência que me favorece o bem estar. O mundo tem sido áspero e ferino.
    Às vezes a realidade é literalmente uma faca amolada…outras vezes não.

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  2. Dani Says:

    Concordo com a Fernanda, mas é fato que se usassemos mais frequentemente os “óculos” as respostas chegariam mais rapidas…
    Má, seria mesmo interessante você escrever sobre essa cegueira que nos cerca.
    beijos…

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  3. Fernanda Says:

    É a tal história: a felicidade não está fora, onde a maioria procura, mas dentro, onde poucos a encontram.

    Todos temos uma missão na vida a cumprir e, com isso, somos responsáveis por fazer algo. A vida já existia antes de nós e continuará existindo depois, então cabe a nós sabermos qual será a diferença que faremos para que nossa passagem não seja em vão. E, com certeza, mais dia ou menos dia, ela surge. Ninguém fica sem resposta!

    Adorei o texto (mais uma vez!!)

    Boa semana!!

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