Regras

Homem Sol

As regras gerais da sociedade, bem como as da felicidade são voltadas para o consumo e ponto final. Não, não pense que sou anticapitalista, nada disso, apenas acho que os pais, as escolas e toda a sociedade impõem sobre as pessoas que todos devem ser alguém na vida. Bom, todos são alguém na vida. Mas as imposições não recaem sobre ser alguém na sua essência e sim em ser alguém para ser visto pelos outros. Algo como ser alguém que tem coisas e não alguém que faz coisas. Se tiver muitas coisas, reza a lenda, você conseguirá alguém para dividir sua vida e será feliz.

Quando um pai diz: Filho, você tem que estudar para ser alguém na vida, o que ele está querendo dizer é: Filho, você tem que estudar para poder ter coisas nessa vida. A preocupação raramente é no sentido de que o filho escolha sua profissão livremente, independente do dinheiro que ela irá proporcionar. A preocupação é justamente em quanto o filho vai ganhar e se preocupando somente com isso, estão na verdade podendo deixar de lado o talento de cada um. Poucos fazem o que gostariam e trocam isso pelo conforto que o dinheiro proporciona. Ou seja, se deixam levar pelo ensinamento dos pais de que o que importa nessa vida é o quanto se ganha e não em fazer o que se gosta ou sonha.

É o lugar comum. Todos os pais fazem isso. As escolas e seus professores também, afinal, quem paga a escola são os alunos, ou melhor, os pais dos alunos. É justo que façam o que os pais querem que façam. O problema de seguir isso é que quando os filhos estiverem na casa dos quarenta, poucos pais estarão vivos e por conseqüência, não se importarão mais se os filhos estão bem de cabeça. O que importa para um pai é deixar algo para os filhos ou que estes estejam bem financeiramente. Repare quando vê duas pessoas de idade conversando quando se encontram depois de muito tempo:

– Nossa, há quanto tempo…

– Pois é, e como vai a vida?

– Estou aposentado e morando na praia.

– Eu também me aposentei.

– E seus filhos, estão bem?

– Estão sim, todos muito bem de vida.

– Os meus também todos formados e ganhando muito dinheiro.

Viu alguém perguntar se os filhos estão felizes? Se fazem o que gostam? Se vivem de acordo com o talento inato que tem? Não, pois a preocupação não é com a felicidade em si, e sim com a “felicidade financeira”.

Pode falar que é um tema polêmico e que a minha abordagem sobre isso é fria e calculista, mas falo uma coisa: É a verdade. E sei que você agora vai dar uma olhadinha para os lados, para ver se tem alguém te observando e vai acenar com a cabeça em concordância com isso que acabou de ler. Mas o mais triste é: Dependendo da sua idade, ou você fez isso com os filhos ou está “sendo feito” por seus pais.

O que eu sei é que a preocupação das pessoas é sempre voltada para o que se tem e não para o que se é. Sinceramente eu não entendo esse conceito, mas o fato é que a vida é assim e pronto. Mudar isso não é tarefa simples, muito pelo contrário, é preciso coragem e determinação.

Seres humanos são estúpidos, julgam as pessoas pela aparência e não pela essência. E ainda falam que somos seres dotados de inteligência. Só se for inteligência burra. Existe isso? Se não existe, acabo de inventar.

MM

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Publicado em Ego. 1 Comment »

Uma resposta to “Regras”

  1. Dalbergia Says:

    Inteligência burra…é assim q agente se perde do q se é…
    …tomara que vc não tenha ido p Mônaco…
    Logo agora que tenho tantas ações…tantos avanços na busca do caminho de volta pra mim…
    …tomara que vc tb não tenha ido p Porto…

    Curtir


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