Última Explicação

Anjo Diabo

Claro que com cinco dias de Blog, já recebi um e-mail mal educado de uma psicanalista, aquela que me persegue sei lá por que. Disse ela que sou pretensioso ao acreditar que posso derrubar as teorias de Freud. Freudianos são piores que os petistas, eles são absolutamente cegos e fechados para novos ou atuais pensamentos. Não, não pretendo fazer dessa obra nenhuma controvérsia da teoria Freudiana e muito menos aceitá-la como um todo.

Todos nós temos opiniões próprias e eu não sou diferente. Posso sim concordar e discordar de uma mesma teoria, aproveitando cada “pedaço” dela e usando-a conforme minhas crenças e experiências. Claro que de haver uma espécie de embasamento cientifico, até porque eu precisava partir de um ponto para escrever sobre esse assunto.

Essa leitora exigente me pede para explicar melhor a Segunda Tópica de Freud. Ok, aceito e até entendo que dessa vez ela tem certa razão… mas só dessa vez:

Id: É conhecido como um conjunto de conteúdos de natureza pulsional, algo como a fonte de energia. Os seus conteúdos, expressão psíquica das pulsões, são inconscientes, por um lado hereditários e inatos e, por outro, recalcados e adquiridos. Do ponto de vista “funcional”, ele é regido pelo princípio do prazer; logo pelo processo primário. O Id “é” apenas desejo e absolutamente sem censura. “Ele” quer e pronto!

Ego: Do ponto de vista tópico, o ego está numa relação de dependência tanto para com as reivindicações do id, como para com os imperativos do superego e exigências da realidade. Embora se situe como mediador, encarregado dos interesses da totalidade da pessoa, a sua autonomia é apenas relativa. Num primeiro momento, foi descrito por Freud como a sede da consciência. Do ponto de vista dinâmico, o ego representa eminentemente, no conflito neurótico, o pólo defensivo da personalidade; põe em jogo uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável (sinal de angústia). Freud descreveu o ego como uma parte do id, que por influência do mundo exterior, ter-se-ia diferenciado. No id reina o princípio de prazer. Ora, o ser humano é um animal social e, se quiser viver com seus congêneres, não pode se instalar nessa espécie de nirvana, que é o princípio de prazer, ponto de menor tensão, assim como lhe é impossível deixar que as pulsões se exprimam em estado puro

Superego: É uma das instâncias da personalidade tal como Freud a descreveu no quadro da sua segunda teoria do aparelho psíquico: o seu papel é assimilável ao de um juiz ou de um censor relativamente ao ego. Freud vê na consciência moral, na auto-observação, na formação de ideais, funções do superego.

Bom, essas são explicações científicas, exatamente de acordo com a teoria. No entanto, nesse Blog farei uso da teoria apenas como ilustração. Não fique de cabelos em pé caso eu discorde de alguns aspectos, pois não entendo determinadas partes desta postulação e tento, através da minha visão, apenas colocar em prática o que entendo ser o que chamo de Ego-Sistema.

Um emaranhado de coisas que nos levam a fazer o que fazemos, que nos levam muitas vezes a não fazer o que queremos, a sucumbir às regras que nem tivemos participação na elaboração, aceitar e conceder em nome da convivência em uma sociedade composta por gente que nem conhecemos, busca pelo auto-conhecimento, escolhas, renuncias, ah, cansei… Melhor você acompanhar e dar sua própria definição.

Alguns assuntos vão tocar você profundamente e outros tantos eu abordo de uma forma, até certo ponto, polemica. Quer um exemplo? Hoje em dia tenho pensado cada vez mais sobre a individualização da espécie e não na socialização dela. Só uma teoria louca e utópica que estou tentando desenvolver. Nada que vá mudar o rumo da humanidade. Talvez em alguns momentos eu seja obrigado a pincelar esses pensamentos por aqui e espero que me perdoe se isso de alguma forma ofender sua inteligência.

Não vou e nem posso radicalizar afirmando que deveríamos viver sozinhos, mas talvez algo mais profundo do que isso. Deveríamos pensar sozinhos. Claro, é isso, proponho a individualização dos pensamentos e desejos. Nem tente afirmar que fazemos isso. Não fazemos. Apenas desejamos e pensamos coisas onde outro alguém está sempre envolvido. Podemos até pensar e desejar sozinhos, mas sempre envolvemos alguém no processo.

Então ficamos assim, nem tão sozinhos já que temos mais duas vidas dentro de nós, o famoso Id e o chato do Superego. Já que não podemos nos isolar e viver completamente sozinhos, o melhor a fazer é tentar escutar ou não esses dois “seres” que brigam entre si e nos atormentam 24 horas por dia…

MM

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Publicado em Ego. 1 Comment »

Uma resposta to “Última Explicação”

  1. Imara Says:

    Fase conchinha…. estar com vc é estar “apenas” consigo mesmo.
    Talvez deixar de se preocupar com o mundo e gastar a energia “cuidando do seu proprio nariz”.
    Ouvi um conceito q tem mudado meu comportamento: quem tem medo da solidão tem medo de si mesmo…
    bj

    Curtir


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