Manicure

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Ultimamente muitas pessoas têm me procurado. Querem ajuda, estão perdidas e sem rumo. Acho que mais do que antes, embora eu entenda que isso sempre tenha sido assim, sou daqueles que pensa que a humanidade sempre precisou de ajuda para encontrar um caminho.

Para quem não sabe, trabalho como consultor de negócios e também como Coach, desenvolvi uma própria metodologia e ela dá resultado prático. Estou falando de Life Coaching e não essa baboseira que os brasileiros resolveram fazer com a profissão que é mega respeitada aqui nos Estados Unidos. Aqui levam a sério o que no Brasil se transformou em charlatanismo.

Sei de gente que se oferece dizendo que pode te ajudar a dar uma guinada em sua vida de 360 graus. Pois é…

Até psicólogos entraram nessa, coisa que é ridícula, afinal, são abordagens completamente distintas. Mas enfim, o Brasil é assim, uma boa fatia dos profissionais de qualquer área não presta.

Eu converso com muita gente, observo, estudo muito, analiso, escuto o que as pessoas estão buscando e muitas vezes ajudo até n descoberta do que buscar. Mas algo me chama a atenção faz muito tempo. As pessoas pedem ajuda a todo mundo indiscriminadamente e isso chega a ser insano. Até em grupos de redes sociais pedem informação, mesmo sabendo que essas redes não servem para nada de importante.

Invariavelmente, pergunto aos clientes:

– Quem você anda escutando?

– Quem você escutou para chegar até aqui nesse ponto em que está?

– Quem te disse que esse era ou seria o melhor caminho a percorrer?

Em suma, as pessoas escutam o que carinhosamente chamo de Manicures.

Claro, não falo apenas das profissionais que embelezam as unhas, falo das conselheiras de botequim. Falo daquelas amigas ou amigos que… sabem o que é melhor para a gente.

Aí pergunto novamente: Como você pode dar ouvidos a uma pessoa que não te conhece o suficiente para dar opiniões a respeito de sua vida?

Os clientes normalmente me dizem que… fulano me conhece há tanto tempo… ou, é minha amiga há anos, sabe o que é melhor para mim… ou ainda, as pessoas só querem o meu bem

Bom, sou o autor da frase, embora andem copiando-a por aí: As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas.

Eu sei, é duro ler isso, mas nada é mais verdadeiro. Infelizmente.

Meu ponto nesse texto é outro. Estou indignado com o aumento de pessoas que estão procurando algo que não as satisfará, procurando ajuda de pessoas que não tem preparo algum, escutando gente que não sabe qual é sua real demanda.

O raciocínio é simples: Se nem você que supostamente se conhece como ninguém sabe o que quer, o que deve fazer, o que precisa, como pode dar ouvidos a pessoas que não estão aí dentro de você?

Me parece algo bem pouco inteligente.

Seres humanos são esquisitos. Eles só procuram ajuda depois que a merda está feita. Perdão pelo palavrão, mas é verdade.

Tanto em consultoria de negócios como pessoal – sim, o que faço é de fato uma espécie de consultoria pessoal –, pessoas me procuram para consertar o que fizeram e não para fazer direito desde o começo. Aquela coisa famosa do brasileiro, colocam fechaduras seguras depois das portas arrombadas.

Por essas e outras é que as pessoas estão tão perdidas. Não se escutam, não ouvem sua intuição, escutam quem não devem, procuram o que não precisam e o pior, reptem esse padrão de comportamento por toda vida.

Tem como dar certo? Não. Não tem. Infelizmente sou obrigado a ser franco com você, caro leitor. Sua vida não vai funcionar enquanto você der ouvidos a quem não está aí dentro de você.

E tem como aprender a fazer isso de modo até simples. Mas… as pessoas continuam ouvindo as pessoas Manicure.

MM

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Realização Pessoal

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Estamos atravessando tempos difíceis. Todos nós. Não importa a idade, posição social, nível cultural, nada disso tem importância diante do que está ocorrendo na sociedade.

É fato que as pessoas estão procurando algo que não irão encontrar. Isso para falar sobre os que procuram alguma coisa porque boa parte da sociedade não procura nada.

Mas é fato que todo ser humano desse planeta deseja duas coisas, isso eles têm em comum: Querem dinheiro fácil e coisas de graça.

Assunto para outro papo, pois não é esse o foco central desse texto. Minha preocupação é com o destino dessas pessoas que estão perdidas. Sim caro leitor, tenho a pretensão de mudar o mundo. Claro, não sou tão louco assim, mas posso fazer algo em um pequeno universo. E quer saber? Já dei um passo importante e inimaginável para mim há um ano.

A necessidade que se faça alguma coisa beira à emergência. Para onde você se vira cruza com alguém que está desesperadamente sem rumo.

Isso era previsível. Com o avanço dessas malditas redes sociais que ditam regras sem sentido de comportamento, do igualmente estúpido comportamento politicamente correto, aquilo que chamo de hipocritamente correto, as pessoas se tornaram um tanto quanto superficiais, descartáveis e, por que não dizer, se tronaram aquilo que nunca quiseram ser.

Fingem ser o que não são, fingem ter o que não têm, fingem felicidade, fingem ser educados, certinhos, pior, tentam agradar todo mundo sem perceber que isso, além de ser impossível, significa se desagradar completamente.

Multiplique esse comportamento destrutivo e sem nexo por alguns anos e terá a situação atual.

O que fazer? Só constatar não dá. É preciso fazer alguma coisa efetiva e objetiva a fim de que esse processo seja interrompido.

Bom, algumas coisas são necessária e não é o apertar de um botão, é um processo que demandará certa dose de paciência e comprometimento. Leva tempo, mas tem que ser iniciado.

Em minha opinião digo que duas coisas são as mais importantes:

Educação, claro, tudo começa por lá. Há que se ter uma educação em que seja possível a criança e o adolescente desenvolver um comportamento criativo. Estou falando em comportamento criativo e não criatividade pontual. Tem que ser algo permanente e profundo.

Realização pessoal: Não dá mais para viver preparando as pessoas para serem aquilo que os pais querem que elas sejam. Simplesmente não dá. Os adolescentes sofrem uma pressão desumana. E muitas vezes essa pressão é para que eles estudem e trabalhem em algo que, em algum momento, frustrou os pais. Evidentemente que não posso escrever aqui muita coisa a respeito, mas em resumo é assim. Os pais querem que seus filhos sejam uma de duas coisas: Ou o que eles foram ou o que eles não foram.

Isso não vai funcionar. É óbvio que essa quantidade de adultos frustrados e problemáticos que temos atualmente é consequência desse tipo de coisa.

Realização pessoal é algo sério. Não tem nada a ver com dinheiro. Que fique claro, afinal, todo mundo só pensa em ter e não ser. Realização é pegar um caderno em branco, escrever e desenhar sua própria história.

Enquanto não se mexer nessa ferida de modo profundo, a coisa só vai piorar e com a velocidade do mundo de hoje, em breve teremos jovens frustrados e igualmente problemáticos.

Ah, já está acontecendo? Então estamos bem atrasados. Melhor começar  mexer nisso agora mesmo!

MM

Auto Violência

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Em tempos de… politicamente correto, ao que carinhosamente chamo de Hipocritamente Correto, pergunto inocentemente:

Onde é que foi parar a essência das pessoas? A personalidade forte? Onde foi parar o famoso… seja você mesmo?

Pois é. Alguém aí do outro lado da tela consegue me responder? Eu imagino que um monte de pessoas tentará argumentar dizendo que… nós nos adaptamos aos tempo modernos, outros dirão que odeiam o politicamente correto, mas acabaram se rendendo a ele… e mais uma porção de gente dirá que… se formos nossa essência em tempo integral não seremos aceitos pela sociedade.

Eu diria a essa gente toda que eles estão absolutamente errados, ou melhor, colocaria o dedo na ferida e iria além, diria que eles todos estão parcialmente ou completamente infelizes justamente por terem se rendido ao… ser aceito. Vocês realmente não têm noção do quanto isso é ruim.

Em dois atendimentos essa semana e mais um semana passada, tive que utilizar exatamente o mesmo discurso aos meus clientes:

Ao fazer as coisas somente para agradar aos outros, invariavelmente você se desagrada ou até mesmo se violenta. Ou seja, olhando para o lado oposto, ao fazer coisas para se agradar em primeiro lugar você automaticamente agrada os outros de modo verdadeiro, ou seja, ser você mesmo agrada aqueles que realmente gostam de você.

Digo isso porque penso assim: Aqueles que se aproximam da gente ou que gostam de nós simplesmente porque fazemos as coisas apenas para agradá-los, não são pessoas que gostam de você pelo que você é e sim porque você só faz as coisas para agradá-los. Eles não gostam de você, eles gostam do que você finge ser. A relação está contaminada. Obvio que sim, se você não age como gostaria, a pessoa gosta de um outro você. Ou será que estou louco?

Se você agir conforme sua essência, as pessoas que gostam de você o farão genuinamente porque sendo você a melhor pessoa do mundo ou a pior, não faz diferença, elas gostam de você. Ou não gostam, o que também é genuíno.

Você não precisa viver para agradar ninguém. Isso é muito importante porque canso de ver as pessoas se sentirem mal por não estarem agindo no dia a dia conforme suas essências.

Eu falei ali em cima sobre se violentar e é claro que existe grau de violência, mas que é violência é. Essa nem é a pior delas, mas é bem interessante observar que isso pode ser a premissa de tantas outras agressões que impomos a nós mesmos. Um dia falo melhor sobe isso.

E vou dizer algo muito importante. Quando aluem é violento com você, você simplesmente se afasta da pessoa e fim. A violência acaba. Mas ao ser violento consigo mesmo, a violência se perpetua porque você é obrigado a conviver com você para sempre. É melhor, portanto, que essa relação seja o mais saudável possível, não concorda? Não é essa, afinal, a nossa busca?

Assim sendo faço aqui outra pergunta: Quem é que te deu o direito de pensar que você pode se desagradar dessa maneira?

Você mesmo se deu esse direito? E você acha certo ser injusto com você? Ok, é um problema seu. Arque com a consequência da sua escolha desprovida de inteligência, isso para ser hipocritamente correto e não dizer… escolha burra mesmo.

Pois eu acho bom você, evidente, você que pode estar passando por isso, se libertar de uma vez. Não faz o menor sentido continuar com isso.

MM

Proteção

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O que é que nós, seres humanos buscamos, afinal? A felicidade, dirão alguns, estabilidade, dirão outros. E por aí vai, as pessoas vão responder, é claro, normalmente o que lhes está faltando no momento em que a pergunta for feita.

Ou será que é uma pergunta que podemos fazer e pensar a respeito da resposta com mais profundidade? Talvez.

Confesso que já fiz essa pergunta centenas de vezes para meus clientes, sejam eles clientes de Coaching ou de Consultoria. Afinal, todo mundo está sempre em busca de algo. Mas eu gosto de resumir tudo a uma palavra só, a um único sentimento, sendo assim, gostaria de resumir a uma só busca, digamos assim.

Pensando nisso, acho que o que as pessoas buscam é proteção.

De todas as formas, de todos os modos, todas as pessoas, sejam homens ou mulheres, o que as pessoas querem é se sentirem protegidas.

A busca desenfreada por dinheiro, um bom emprego ou até mesmo uma gorda aposentadoria é, de certo modo, uma busca por proteção. Uma amizade, estou falando de amizade de verdade e não de amizades de redes sociais, tem como pano de fundo uma espécie de proteção. A gente se sente protegido quando precisamos de um ombro amigo para despejar nossas angústias.

No amor? A mesma coisa. A gente até acha, erradamente, que somente as mulheres buscam proteção, mas não é verdade. Os homens também buscam.

Faz bem saber que tem alguém ali na sua cama, na sala, debaixo do seu teto ou até mesmo em outra casa, disposto a proteger você de todas as formas. Sei lá, parece que a gente se sente melhor, mais seguro – o que parece óbvio – mas nem sempre o é. Muitas vezes temos ao nosso lado aquele “amor da vida” que não está nem aí para você. Pensa que isso não existe? Bem, posso afirmar com todas as letras que existe sim.

Já vi de tudo nessa vida, observei cada coisa… Ainda não vivenciei de tudo, mas quase. Às vezes acho que sim o que me causa espanto quando descubro algo que… nunca tinha vista antes. A vida é cheia de surpresas, não é mesmo?

E também é cheia de obviedades que não enxergamos. Muitas dessas vezes a nossa intuição é super amiga e nos avisa, mas não a escutamos. Ou melhor, não damos a devida atenção ao aviso.

Quando a gente, de algum modo, se afasta daquela proteção, estou falando agora da proteção verdadeira, sentimos uma falta danada porque é difícil mesmo viver por sua conta e risco. Pior, do mesmo modo, é ruim viver sem proteger alguém. Acho até que o sentimento é ruim igual.

É gostoso proteger. É gosto ser protegido.

Mas é tão difícil a gente sentir isso hoje em dia… não só ter alguém para nos proteger, é difícil ter alguém para proteger. As relações se tornaram tão artificiais, tão superficiais que ninguém mais sequer pensa nisso.

Parece que não é uma coisa importante da nossa existência, mas eu garanto, é sim e provável que seja a mais importante de nossas buscas.

MM

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Drama Free

Drama

Eu nunca consegui entender muito bem a cabeça das pessoas. Bem, se nem Freud conseguiu, quem sou eu para tanto. Desculpe, se você acha que ele conseguiu, recomendo ler mais sobre seus estudos de caso…

As pessoas se relacionam umas com as outras e em minha opinião, todo relacionamento dá certo até o momento em que para de funcionar. Me mantendo fiel a esse raciocínio, entendo cada vez menos por que é que certas relações causam tantos traumas. A verdade é que algumas delas são traumáticas mesmo, mas ainda assim, acho que levar uma carga negativa de um relacionamento para outro é de uma burrice em tamanho.

Peguei pesado? Paciência, estou de mal humor. É burrice sim. Nas sabe como lidar com isso? Aprenda!

O que passou tem que ficar no passado. Cada ser humano é único, mas há aqueles seres cultos, no entanto, desprovidos de inteligência, que generalizam absolutamente tudo como se todos os humanos, consequentemente as relações, fossem iguais. Não são. Felizmente.

Esses seres desfavorecidos de percepção, de raciocínio lógico e inteligência não conseguem enxergar isso.

Da boca para fora, são todos muito bem resolvidos, portanto, gente que virou as páginas da vida deixando para trás tudo de ruim que lhes aconteceu. Na prática, a teoria é sempre outra.

Aqui nos Estados Unidos isso é tão presente que as pessoas se anunciam nas prateleiras das redes sociais ou nos sites de relacionamento de uma maneira que me chamou a atenção. A primeira coisa que eles colocam como… digamos assim, qualidade, é o tal do famoso por aqui… Drama Free.

Chega a ser engraçado porque converso com muita gente por aí e sempre que conheço alguma pessoa e pergunto… como você é, ou… me fale de você, uma das primeiras coisas que dizem é: Ah, sou Drama Free…

Isso significa dizer que a pessoa não traz seus dramas do passado. E aqui nos Estados Unidos eles fazem chacota o tempo todo sobre isso. Outra expressão muito utilizada para se referir a outra pessoa é… Too Much Drama.

Eu queria que essa modinha pegasse no Brasil. Ninguém é mais dramático do que o brasileiro. Acho que é o efeito negativo que as novelas causam, mas deixemos isso para outro texto.

Penso que o brasileiro é apegado à tudo e à todos em excesso. Por conta desse exagero as pessoas se apegam quase que de modo dependente umas das outras e como consequência surge o tal… draminha.

O que quero dizer com isso é que uma pessoa que não tem nada a ver com o passado da outra, não pode arcar com o peso dessa caçamba cheia de lixo tóxico.

O começo de uma relação é a melhor fase do convívio e não é justo que uma das partes traga à tona seus traumas com as relações passadas. Isso é destrutivo. Uma relação tem que ser pautada pela confiança plena, pela entrega absoluta, até pelo risco, jamais pela generalização.

Risco sim. A gente deve se arriscar a ser feliz, mesmo que vez ou outra nos relacionemos com as pessoas… “erradas”. Faz parte da vida. Simples assim.

Pelo menos agindo assim corre-se o risco de ser feliz. Já do outro modo, é certeza que perpetuando o drama nada bom acontecerá.

MM

Perdas

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A vida é bem esquisita às vezes. A gente vive em ciclos, acho que todo mundo sabe disso. Ciclos bons, ruins, mornos, enfim, tudo muda praticamente uma porção de vezes durante uma vida.

Mas há uma coisa que não muda: O fim. Sim, estou falando da morte. Aconteça o que acontecer, todos morreremos em algum momento da vida. Os que têm sorte, ou azar, não sei ao certo, morrem velhinhos, outros, morrem cedo e em nossa opinião, aqueles que gostamos jamais morrem quando tinham que morrer porque a gente queria mesmo é que as pessoas que amamos fossem eternas.

Mas há outro tipo de morte, sinceramente, mais comum do que imaginamos, é aquela morte que não leva a pessoa, falo daquela morte em que as pessoas continuam respirando, trabalhando, conversando, se relacionando… mas não se sentem mais vivas.

Todo mundo conhece alguém que está passando por isso. Claro, muitos de nós nem percebemos ou pior, nem dedicamos a devida atenção, afinal, temos que cuidar de nossas próprias vidas, problemas, pagar nossas contas, etc.

Mas há que se fazer uso da empatia, afinal de contas, como eu disse lá no início desse texto, a vida é cíclica e mais cedo ou mais tarde nós mesmos poderemos nos sentir assim e aí… fatalmente precisaremos de algum apoio.

Temos, eu disse temos, que dar a devida atenção ao problema porque pode acontecer com seu melhor amigo. E você terá que rebolar para ajudar, afinal de contas, estamos falando aqui do seu melhor amigo.

Não podemos perder nosso melhor amigo. Não dá simplesmente para elaborar esse luto. Não dá mesmo. Por mais que tentemos, não conseguiremos.

Estou perdendo um amigo que está atravessando algo assim, ele não passa de um ser mentalmente morto que ainda mantém o corpo vivo. A situação se agrava ainda mais por causa de problemas de saúde, não saúde mental, mas patológica mesmo. Ele está definhando.

Some-se a isso um cenário estarrecedor que envolve outras circunstâncias. Pois é. Não vejo saída para ele. Ele não vê. Nem ele e nem ninguém.

Pergunto aos Deuses, se é que eles existem: Isso é vida?

Não, não é. Tenho conversado com ele todos os dias. Aliás, falo com ele todos os dias desde sempre. Chegou a me dizer que pede a Deus todos os dias para não mais continuar aqui entre nós. E nem a esse pedido Deus atende.

A depressão é implacável. Ela imobiliza, arrebenta com as forças de qualquer ser humano, tenha sido ele resiliente ou não em alguma momento da vida. Ou em vários, como é o caso. Ele está desse jeito porque tem esse maldito câncer mental chamado depressão.

Ajudar como? De verdade, ajuda prática, efetiva e não a base de remédios que amenizam os sintomas, mas não cuidam da causa. O que se faz numa situação dessas?

Bem, se a gente não pode ajudar, melhor não atrapalhar, diz o dito popular. Mas tem gente que ainda consegue ser capaz de agir com crueldade contra quem está numa situação dessas. Não bastasse tudo o que ele tem passado, ainda há “seres humanos” capazes de crueldades inimagináveis.

Eu só peço a Deus que o ajude. De um modo ou de outro. Que o cure ou que atenda ao seu desejo mais profundo.

MM

Herança

Herança

A gente quando fala em herança treme dos pés a cabeça. Ou você treme porque vai receber uma bolada ou porque não vai. Sem falar que ninguém quer morrer e deixar uma herança.

Mas quero falar aqui de outra herança, ainda que dentro do mesmo contexto que mencionei no primeiro parágrafo, queria apenas colocar uma frase que escrevi em meu primeiro ou segundo livro, confesso que não me lembro mais e estou com preguiça de pesquisar.

Eu disse algo assim: Quando o tema é herança, mais cedo ou mais tarde, as máscaras caem e todo mundo se revela.

Serve para outro contexto também. Vamos falar de relações humanas. Sim, todas elas, quero dizer, as relações de toda natureza deixam heranças.

Um casamento que termina deixa heranças. A amizade que se perde durante a caminhada da vida deixa uma herança. Relações entre pais de filhos deixam herança que não aquela financeira. Relação entre irmãos deixam herança. Um simples namoro deixa herança. E por aí vai…

Pare um minuto para pensar, façamos um exercício interessante e que faz parte da metodologia de aplicação de Coaching que criei e desenvolvi: Tente se lembrar quais heranças você recebeu, está recebendo, deixou e deixará.

Sim, a vida é ativa e, de alguma forma, estamos sempre nos relacionando com alguém. Seguindo o meu raciocínio, onde há relação humana haverá uma herança.

E mais, essa herança fará as máscaras caírem e revelará a essência das pessoas envolvidas.

Aí é que mora o “x” da questão. O que estamos enxergando e o que estão enxergando de nós? O que nos deixaram e o que nós deixamos? O que revelam e o que revelamos quando falamos em… essência?

Eu sei, se você fez o que pedi, deve estar sentindo algum tipo de dor. Sim, também sei que é um exercício pesado, denso. Mas vejamos o lado bom, é revelador, enriquecedor em termos de autoconhecimento, em termos e observação dos outros…

O saldo desse exercício é relativamente equilibrado, deixamos e recebemos boas e más heranças, portanto, nem é de tanta importância se quisermos fazer uma análise estatística. O que vale de fato é a análise individual da coisa.
Pegue aí uma relação amorosa, por exemplo. O que te deixou essa relação. O que essa pessoa que hoje não faz mais parte de sua vida deixou para você. E você, deixou o que para ela?

Ensinamentos? Marcas? Cicatrizes? Alegrias? Nada?

Pois é, há de tudo e certamente nossa tendência será a de nos lembrarmos de alguma relação ruim. A tendência será a de achar que não nos deixaram nada além de lixo. Não reciclável. Mas e quanto a você? O que deixou?

Mais grave do que fazer uma análise rasa do que nos deixaram ou o que nós deixamos como herança é descobrir as verdadeiras essências. As nossas e a dos outros.

Nesse ponto é onde surge a decepção e o arrependimento. Uma das piores dores que um ser humano pode experimentar.

Na hora de uma separação, as máscaras caem mesmo. Muitas vezes, como em um processo de herança familiar, a luta é por bens materiais, colocam filhos no fronte, no meio do campo de batalha como se uma guerra fosse, usam e abusam das chantagens emocionais… mas tem uma coisa ainda mais triste: O desprezo.

A gente passa anos de nossas vidas ao lado de alguém e no final, o que sobra em abundancia é o desprezo.

E querem saber de uma coisa esquisita? Quando a gente é que despreza bate até uma certa culpa. Misturada ao arrependimento por ter se permitido levar adiante algo tão sem valor agregado, para usar uma linguagem de business.

A conclusão é que algumas relações não nos ensinam nada além de que é preciso seguir sua intuição quando “ela”, em algum momento, te avisa… isso aí não serve pra nada.

MM