Quarentena

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Nestes tempos tão difíceis, o que mais tenho visto é gente potencializando essa porcaria toda. Como se não bastasse o perigo, as mortes, os efeitos colaterais que só irão aparecer daqui um ano, as pessoas que aceitaram ficar confinadas estão surtando. Gente que não consegue sequer controlar sua ansiedade.

Escuto de tudo. Observo outro tanto. Leio sobre o comportamento das pessoas relatados por psicólogos, assisto a vídeos, enfim, só me resta chegar a duas possíveis conclusões: Ou as pessoas não se suportam, entra aí o não suportar pessoas próximas, ou elas são absurdamente alienadas e inconsequentes. Não consigo pensar em outra coisa.

Vejo reclamações de toda ordem. Querem que os filhos voltem para as escolas, não, não pensem que é pela educação que certamente será prejudicada, é porque não aguentam ficar dentro de casa com as crianças. Esposas reclamam dos maridos que não colaboram. Muitos, mas muitos, maridos agridem suas esposas. Os números, já alarmantes, aumentaram significativamente.

Outras fazem festa e dane-se o contágio. Uma ex amiga chegou a viajar com as amigas alegando que “tinha certeza de que elas não estão contaminadas”, como se tivesse o controle sobre as outras irresponsáveis. Detalhe, essa ex amiga levou as filhas…

Vejo “mães” preocupadas com os filhos que estão fora de casa por algum motivo, colocá-los em risco obrigando-os a viajar para ficar perto. Oras bolas, essa preocupação não é com o bem-estar desses filhos, é com o próprio bem-estar.

Em tempos de pandemia, não do COVID-19 e sim de egoísmo, narcisismo, falta de empatia, posso afirmar que esses comportamentos estúpidos e descabidos são facilmente explicáveis.

Tirando essas aberrações, o que me chama atenção é escutar que ao ficarem sozinhas as pessoas estão aproveitando para repensar a vida, para conhecerem melhor a si mesmas, para reavaliar seus valores, etc, etc, etc.

O que me faz pensar: Essa gente não pensa? Essa gente faz o que, apenas vai levando a vida sem pensar em nada? Sem se conhecer? Sem analisar riscos? Tipo, egos perambulando pela Terra completamente desgovernados?

Pior que é isso mesmo. É o que tenho visto com frequência assustadora.

Quando estávamos no trigésimo dia dessa quarentena cheguei a postar no Facebook que estava prestes a ver pessoas que moram sozinhas fugirem de casa porque não se suportam. Pode parecer piada, mas é triste.

Dia desses resolvi fazer uma maratona de filmes que já havia assistido. Adoro ver filmes repetidos. Em dado momento, quando estava fazendo uma busca para escolher algo pra assistir, me deparei com um filme bem legal e que… de certo modo me fez pensar sobre tudo isso: O Naufrago, com Tom Hanks.

Fiquei imaginando o que fariam essas pessoas que tanto reclamam de tudo e de si mesmas numa situação daquelas… Quatro anos sozinhos em uma ilha deserta.

Certamente não retornariam à civilização nunca mais. O que seria muito bom para a sociedade porque gente que não pensa, que vive sem analisar as consequências de suas escolhas, gente que não respeita o próximo, gente que não se conhece, realmente não serve para nada!

MM

Saudade…

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Acho que já escrevi aqui sobre saudades. Lembro que diferenciei saudade de lembrança. Disse que saudade é querer algo de volta e lembrança é… apenas uma lembrança.

Andei pensando sobre isso porque tenho conversado com pessoas sobre o tema e… bem, eu odeio saudade. Mas assim, odeio com todas as minhas forças.

Talvez porque a saudade seja traiçoeira. Sim, ela é exatamente isso. Ela nos dá certa esperança e… bem, a esperança é a última que morre. E enquanto está viva, nos ilude.

Saudade atrapalha muito o andamento da vida. Se sentimos saudades de um lugar que visitamos não tem nada de mais. Mas se sentimos saudades de um lugar em que vivemos sim, é bem ruim. Parece que não conseguimos nos adaptar ao novo habitat até que essa maldita saudade nos deixe em paz. Tudo é motivo de comparação e, geralmente, o novo lugar sempre perde para o anterior. Evidente que isso ocorre quando mudamos de um lugar bom para um pior. E isso ocorre sim porque muitas vezes o dever nos chama e nem sempre é para vivermos no paraíso. Felizmente será por pouco tempo.

A saudade maltrata a vida. Na dá para eliminá-la.

Dá até para sentir saudades de nós mesmos. Sim, esse sentimento é tão irritante que faz isso com a gente. Ou você aí vai me dizer que não sente saudades de quem foi um dia?

Eu sinto. Não que eu tenha piorado e sinta saudades de um Marcelo melhor. Nada disso. Sinto falta até de um pior muitas vezes, mais frio, mas que… talvez se protegesse melhor.

Claro, não podemos nos esquecer que sentimos saudades também de pessoas que fizeram parte de nossas vidas e que ainda estão vivas ou que já partiram.

Sinto saudades dos meus pais. De pessoas com quem convivi. De amigos que se foram antes da hora como aconteceu recentemente com um querido amigo. Amizade de mais de 40 anos. Não é fácil lidar com essas perdas. Por melhor que elaboremos esses lutos, ainda resta a tal da inútil saudade, pois ela não os trará de volta. Dói muito. Felizmente deu tempo de conta a ele a homenagem que estou lhe fazendo. Foi um momento marcante e emocionante, afinal, ele já estava perto do fim, com a “passagem” marcada. Estou escrevendo um livro que foi ideia dele… um dia explico melhor.

Na verdade esse sentimento sem noção chamado saudade raramente traz as pessoas que ainda estão na Terra de volta. Não faz o menor sentido a gente querer novamente conviver com pessoas tendo a exata consciência de que não é, e nem mais será possível tal coisa.

A saudade acaba com o bom senso. É impossível racionalizar esse sentimento.

E quando falamos de amor… aí a coisa é tão ruim quanto o luto. Comparamos pessoas, relações, convivências, experiencias… enfim, é um show de horrores.

E sabemos, racionalmente, que não teremos mais aquela história de volta, portanto, para que sentir saudades? Pois é. A gente não controla sentimentos. Muito menos a saudade, afinal, como disse acima, ela acaba com o bom senso.

Se conseguíssemos racionalizar, ficaríamos só om as lembranças dos que partiram ou saíram do nosso convívio. Mas não, para nossas mentes inquietas isso não é suficiente, ela insiste em nos dizer que temos é que sentir saudades. Repito, pra que?

Realmente eu odeio esse sentimento, mas sou obrigado a confessar que ele está sempre presente, seja lá do que for, estou sempre sentindo saudades de alguma coisa, de algum lugar, de um Marcelo que não existe mais ou de alguma pessoa. Ou pessoas… sei lá.

A cada frase que escrevo nesse novo livro, me divirto com as lembranças dos meus amigos, especialmente do que partiu, mas sofro com a saudade. É um exercício constante de elaboração de luto.

A saudade consome a alma. É uma doença que não tem cura.

MM

Cuidados

Ombro

Outro dia eu conversava com umas pessoas sobre o tema deste texto e a coisa meio que escancarou algo que eu só achava. Tudo bem, não foi uma amostragem relevante, mas fui além, andei lendo uns textos, fazendo umas pesquisas até que liguei para uma profissional da área da psicologia para conversar sobre tudo isso.

A constatação foi pior do que eu pensava. Ela me disse coisas bem tristes do que tem observado em seu consultório, palestras e simpósios que frequenta.

Escrevi meses atrás sobre proteção. Escrevi sobre desamparo. E hoje estou escrevendo sobre cuidados. Claro que tem um motivo pra tudo isso e o motivo é toda essa observação e conversas que andei tendo.

Anos atrás, quer dizer, desde sempre, eu fui um cara presente na vida das pessoas do meu convívio, estava sempre disposto a ouvir, ajudar, amparar, etc, etc, etc. Em suma, eu sempre estava disponível para as pessoas do meu círculo. Um belo dia, lá em 2006, resolvi fazer um teste. Sim, eu testo pessoas.

Decidi que não estaria mais disponível e adiantei o resultado daquilo para uma pessoa, disse eu à época: Todos vão se afastar e alguns simplesmente irão desaparecer para sempre.

Não deu outra. A triste profecia se realizou.

Ainda lá atrás, a pessoa para quem eu adiantei os fatos me perguntou quem é que cuidava de mim. Eu respondi que ela cuidava. Disse que minha companheira, a mulher com que eu vivia, cuidava. Mais ninguém.

Esse assunto já está resolvido na minha cabeça. Ainda que eu não tenha gostado do desfecho, aprendi a lidar com isso.

O tema voltou à tona porque estava conversando com uma cliente sobre isso. E depois, por coincidência, um amiga me fez a mesma pergunta. E mais, uma outra pessoa, esta mais do que amiga, uma pessoa pra lá de presente em minha vida nos últimos tempos, disse a mim que se sentia cuidando de mim.

Rebati dizendo que nós ainda não cuidávamos como queríamos. Falei que sim, a gente se preocupa muito um com o outro, mas isso não é cuidado. Em minha singela opinião, cuidado exige presença física. Quase que constante.

Analisando todas essas conversas, constatações e observações, a conclusão é pra lá de esquisita: Há poucas pessoas que cuidam e há zilhões de pessoas que são cuidadas.

Uma desproporção assustadora. Todo mundo precisa de cuidados. E nem todo mundo está disposto a cuidar. É o que está acontecendo hoje em dia, todo mundo só quer, quer, quer. Na hora de dar, aí o buraco é mais embaixo.

E não me venham dizer que é porque a maioria não sabe como cuidar. Rebato isso com um simples argumento: Toda essa gente tem um colo ou um ombro para oferecer.

E para quem precisa desesperadamente de cuidados, isso é um importante começo.

Como tudo na vida. Há um outro lado da moeda. Há quem precise de cuidados, entretanto, não permite que ninguém chegue perto para cuidar. Ainda não sei porque é que existe gente assim, mas um dia eu descubro.

MM

 

O que deu errado?

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Deve estar havendo uma epidemia de tristeza, depressão, doenças psíquicas, sei lá mais o que, mas é fato que tem muita coisa errada com as pessoas. A tristeza, o desalento é generalizado.

Claro, não estou falando aqui das redes sociais, acho que todo mundo que me lê sabe que acho aquilo um câncer. Só para completar, nessas redes cancerígenas a felicidade aparente é constante. Mas quando se aprofunda um tiquinho, a coisa é bem diferente.

Dizem que ansiedade é excesso de futuro e que depressão é excesso de passado. Eu concordo com isso. Mas e o presente, para que serve, afinal? Pelo que ando vendo, serve para constatar o excesso de angústia.

Angústia causada pelo passado e pelo óbvio desconhecimento do futuro.

E é justamente no insatisfatório presente quando olhamos para o passado que nos fazemos uma pergunta delicada: O que foi que deu errado?

 Claro, não posso falar por você, mas no meu caso, uma porção de coisas deram errado e muitas delas por minha causa. Ou um escolha inteiramente errada ou uma participação minha errada.

Falo isso porque temos a tendência estúpida de achar que nunca erramos ou que numa relação que deu errado nossa responsabilidade é zero. Em outros casos aceitamos a culpa que jogam em nossos ombros. Sabemos que as coisas não são bem assim.

Ainda no universo das relações, perceba que raramente nos perguntamos o que está dando errado quando os primeiros problemas emergem, deixamos para perguntar após tudo ter ido por água abaixo o que é que deu errado. E nessa hora, sem respostas, via de regra apontamos o dedo dizendo que tudo se perdeu por culpa do outro.

Eu gosto de fazer essa análise de tempos em tempos. Anoto tudo o que não está funcionando e tento voltar à raiz do problema para descobrir o momento em que as coisas… deram errado. Sim, sempre há um gatilho que dispara as coisas.

Seja uma escolha mal feita, seja uma falta de atenção, seja uma percepção errada do outro, enfim, há um momento em que o caldo entorna. No meu caso, às vezes literalmente porque meus caldos sempre entornam quando vou para a cozinha. Manejo um fogão com a mesma habilidade que controlo um acelerador de partículas…

Analisar o que deu errado, na maioria das vezes, não resolve o problema, afinal, o caldo já entornou. Mas serve para não repetir as mesmas atitudes no futuro. Isso vale para qualquer tipo de coisa ou relação interpessoal.

O que não pode é deixar de analisar achando que você está isento de toda responsabilidade porque não está. Entretanto, isso não quer dizer que você deva se culpar e carregar essa cruz pelo resto da vida. E como tem gente se sentindo culpada… Isso beira a insanidade.

Se você errou, assuma e esqueça. Como eu sempre fiz na vida, assumo meus erros e digo com todas as letras: Errei? Ok. Onde é que eu assino?

MM

Desamparo

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Tenho observado algumas coisas que… não, na verdade não se trata apenas de observação, vai além, é constatação, afinal, converso com muita gente sobre essas angústias que atormentam as pessoas.

Assim sendo, tenho percebido que cada dia mais as pessoas estão se sentindo desamparadas. A gravidade disso é que afeta todas as gerações. Antigamente apenas os idosos se sentiam desamparados. Mas, dizem, a sociedade evoluiu e agora muita gente se sente assim. Eu sei, falei em evolução de modo bem irônico.

Sei que desamparo é sinônimo de solidão, entretanto, pretendo ir um pouco mais fundo nesse sentimento que está pegando as pessoas de jeito. Não se trata apenas de solidão, com perdão do “apenas”. É mais grave. Além da solidão é achar que ninguém está por perto para te amparar caso você precise. É grave isso. É uma sensação de abandono.

E como afeta todas as gerações, pergunto, onde estão os amigos? A família? Onde se escondem aquelas pessoas que se dizem disponíveis, altruístas nas redes sociais ou nas rodas de amigos? Por que é que tanta gente está reclamando, se sentindo mal, desprotegida e desamparada?

Pois é. Não há resposta, afinal, o que escrevi no texto anterior é a verdade nua e crua, ninguém se importa com ninguém. Claro, estou exagerando, conheço meia dúzia que se importa, mas é muito pouco.

As pessoas andam tristes. Não conseguem sequer desabafar com amigos, aqueles amigos que tínhamos antes das redes sociais. Ninguém quer escutar. Mesmo aqueles que de algum modo se identificam com os problemas alheios, não querem ouvir. Isso causa a sensação de desamparo.

É uma sensação estranha. Posso falar disso com conhecimento de causa. Já me senti assim, vez ou outra ainda sinto, claro, sou como todo mundo. É um vazio sem fim, uma coisa esquisita que vai muito além da solidão, como disse acima. Parece um vazio na alma.

Você olha para um lado, para outro, para frente e para trás. Não vê nada, não vê sequer uma pessoa pronta para te ouvir, te ajudar, te amparar.

Conversando com uma pessoa, ela me disse num desabafo: “Quanto mais pessoas eu conheço, mais me sinto completamente sozinha, desamparada. Como se eu soubesse que não posso contar com ninguém”.

Uma cliente disse: “Às vezes eu tenho a nítida impressão de que as pessoas nunca estão dispostas a me escutar, parece que ouvem, mas não escutam”.

Essa cliente tem menos de 30 anos.

O que será que está havendo? O que podemos dizer para essas pessoas para que suas angústias sejam atenuadas? O que devemos fazer quando estamos nos sentindo desse jeito?

Eu não tenho a resposta. Infelizmente porque por vezes tento encontrar algo que possa eliminar em mim essa sensação e não encontro absolutamente nada.

Hoje me peguei pensando nisso por duas razões. A primeira é porque escutei três pessoas reclamando disso, sendo que uma delas nem conheço, ouvi falando sobre isso ao telefone, estava em um café sentada em uma mesa próxima a minha.. E a segunda razão não vem ao caso.

No fim do dia, depois de atender uma cliente, caminhei pela Avenida Paulista por mais de uma hora. Olhando para os lados naquela garoa fina eu percebi um monte de gente apressada, mas outras tantas apenas vagando. Olhares perdidos… cara fechada, semblantes que denunciavam o tal do desamparo.

No meio daquela multidão, muitos se sentiam absolutamente sozinhos. A frase ainda martelava a minha mente… “quanto mais pessoas eu conheço”…

MM

Manicure

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Ultimamente muitas pessoas têm me procurado. Querem ajuda, estão perdidas e sem rumo. Acho que mais do que antes, embora eu entenda que isso sempre tenha sido assim, sou daqueles que pensa que a humanidade sempre precisou de ajuda para encontrar um caminho.

Para quem não sabe, trabalho como consultor de negócios e também como Coach, desenvolvi uma própria metodologia e ela dá resultado prático. Estou falando de Life Coaching e não essa baboseira que os brasileiros resolveram fazer com a profissão que é mega respeitada aqui nos Estados Unidos. Aqui levam a sério o que no Brasil se transformou em charlatanismo.

Sei de gente que se oferece dizendo que pode te ajudar a dar uma guinada em sua vida de 360 graus. Pois é…

Até psicólogos entraram nessa, coisa que é ridícula, afinal, são abordagens completamente distintas. Mas enfim, o Brasil é assim, uma boa fatia dos profissionais de qualquer área não presta.

Eu converso com muita gente, observo, estudo muito, analiso, escuto o que as pessoas estão buscando e muitas vezes ajudo até n descoberta do que buscar. Mas algo me chama a atenção faz muito tempo. As pessoas pedem ajuda a todo mundo indiscriminadamente e isso chega a ser insano. Até em grupos de redes sociais pedem informação, mesmo sabendo que essas redes não servem para nada de importante.

Invariavelmente, pergunto aos clientes:

– Quem você anda escutando?

– Quem você escutou para chegar até aqui nesse ponto em que está?

– Quem te disse que esse era ou seria o melhor caminho a percorrer?

Em suma, as pessoas escutam o que carinhosamente chamo de Manicures.

Claro, não falo apenas das profissionais que embelezam as unhas, falo das conselheiras de botequim. Falo daquelas amigas ou amigos que… sabem o que é melhor para a gente.

Aí pergunto novamente: Como você pode dar ouvidos a uma pessoa que não te conhece o suficiente para dar opiniões a respeito de sua vida?

Os clientes normalmente me dizem que… fulano me conhece há tanto tempo… ou, é minha amiga há anos, sabe o que é melhor para mim… ou ainda, as pessoas só querem o meu bem

Bom, sou o autor da frase, embora andem copiando-a por aí: As pessoas querem te ver bem, mas nunca melhor do que elas.

Eu sei, é duro ler isso, mas nada é mais verdadeiro. Infelizmente.

Meu ponto nesse texto é outro. Estou indignado com o aumento de pessoas que estão procurando algo que não as satisfará, procurando ajuda de pessoas que não tem preparo algum, escutando gente que não sabe qual é sua real demanda.

O raciocínio é simples: Se nem você que supostamente se conhece como ninguém sabe o que quer, o que deve fazer, o que precisa, como pode dar ouvidos a pessoas que não estão aí dentro de você?

Me parece algo bem pouco inteligente.

Seres humanos são esquisitos. Eles só procuram ajuda depois que a merda está feita. Perdão pelo palavrão, mas é verdade.

Tanto em consultoria de negócios como pessoal – sim, o que faço é de fato uma espécie de consultoria pessoal –, pessoas me procuram para consertar o que fizeram e não para fazer direito desde o começo. Aquela coisa famosa do brasileiro, colocam fechaduras seguras depois das portas arrombadas.

Por essas e outras é que as pessoas estão tão perdidas. Não se escutam, não ouvem sua intuição, escutam quem não devem, procuram o que não precisam e o pior, reptem esse padrão de comportamento por toda vida.

Tem como dar certo? Não. Não tem. Infelizmente sou obrigado a ser franco com você, caro leitor. Sua vida não vai funcionar enquanto você der ouvidos a quem não está aí dentro de você.

E tem como aprender a fazer isso de modo até simples. Mas… as pessoas continuam ouvindo as pessoas Manicure.

MM

Realização Pessoal

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Estamos atravessando tempos difíceis. Todos nós. Não importa a idade, posição social, nível cultural, nada disso tem importância diante do que está ocorrendo na sociedade.

É fato que as pessoas estão procurando algo que não irão encontrar. Isso para falar sobre os que procuram alguma coisa porque boa parte da sociedade não procura nada.

Mas é fato que todo ser humano desse planeta deseja duas coisas, isso eles têm em comum: Querem dinheiro fácil e coisas de graça.

Assunto para outro papo, pois não é esse o foco central desse texto. Minha preocupação é com o destino dessas pessoas que estão perdidas. Sim caro leitor, tenho a pretensão de mudar o mundo. Claro, não sou tão louco assim, mas posso fazer algo em um pequeno universo. E quer saber? Já dei um passo importante e inimaginável para mim há um ano.

A necessidade que se faça alguma coisa beira à emergência. Para onde você se vira cruza com alguém que está desesperadamente sem rumo.

Isso era previsível. Com o avanço dessas malditas redes sociais que ditam regras sem sentido de comportamento, do igualmente estúpido comportamento politicamente correto, aquilo que chamo de hipocritamente correto, as pessoas se tornaram um tanto quanto superficiais, descartáveis e, por que não dizer, se tronaram aquilo que nunca quiseram ser.

Fingem ser o que não são, fingem ter o que não têm, fingem felicidade, fingem ser educados, certinhos, pior, tentam agradar todo mundo sem perceber que isso, além de ser impossível, significa se desagradar completamente.

Multiplique esse comportamento destrutivo e sem nexo por alguns anos e terá a situação atual.

O que fazer? Só constatar não dá. É preciso fazer alguma coisa efetiva e objetiva a fim de que esse processo seja interrompido.

Bom, algumas coisas são necessária e não é o apertar de um botão, é um processo que demandará certa dose de paciência e comprometimento. Leva tempo, mas tem que ser iniciado.

Em minha opinião digo que duas coisas são as mais importantes:

Educação, claro, tudo começa por lá. Há que se ter uma educação em que seja possível a criança e o adolescente desenvolver um comportamento criativo. Estou falando em comportamento criativo e não criatividade pontual. Tem que ser algo permanente e profundo.

Realização pessoal: Não dá mais para viver preparando as pessoas para serem aquilo que os pais querem que elas sejam. Simplesmente não dá. Os adolescentes sofrem uma pressão desumana. E muitas vezes essa pressão é para que eles estudem e trabalhem em algo que, em algum momento, frustrou os pais. Evidentemente que não posso escrever aqui muita coisa a respeito, mas em resumo é assim. Os pais querem que seus filhos sejam uma de duas coisas: Ou o que eles foram ou o que eles não foram.

Isso não vai funcionar. É óbvio que essa quantidade de adultos frustrados e problemáticos que temos atualmente é consequência desse tipo de coisa.

Realização pessoal é algo sério. Não tem nada a ver com dinheiro. Que fique claro, afinal, todo mundo só pensa em ter e não ser. Realização é pegar um caderno em branco, escrever e desenhar sua própria história.

Enquanto não se mexer nessa ferida de modo profundo, a coisa só vai piorar e com a velocidade do mundo de hoje, em breve teremos jovens frustrados e igualmente problemáticos.

Ah, já está acontecendo? Então estamos bem atrasados. Melhor começar  mexer nisso agora mesmo!

MM