Tesão

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Estava pensando em escrever sobre decepções, mas resolvi falar de outra coisa, tipo, republicar algo que já escrevi antes sei lá onde, não lembro se em outro Blog ou no meu site. Só atendendo uns pedidos de leitoras que me perguntaram se eu já havia escrito algo sobre isso…

Vou inserir aqui um texto que tive que fazer na faculdade de psicologia, sobre libido. 

A pergunta era simples, como você define libido. Minha resposta foi um tanto quanto diferente do que a professora esperava, porém, a pergunta foi como você (eu) define a libido, nada mais justo do que eu dar minha opinião e não o que ela pretendia ler. A definição que eu dei foi essa:

“Não gosto da palavra libido. Acho que por causa da influencia do Freud, todos nós aprendemos desde pequenos que libido está associado à sexualidade. Jung dá uma definição melhor, pois classifica como uma energia psíquica.

Eu definiria como tesão. Graças à deus, hoje em dia as pessoas usam a palavra tesão para designar sentimentos que não são apenas desejos sexuais.

Óbvio que não se trata de um “sentimento” como mencionei, falo no sentido de “sentir tesão” como se fosse algo parecido como sentir-se vivo. Uma espécie de liberação de energia armazenada, o que os americanos chamam de exciting.

Acho que tesão é isso, o que sentimos em todos os momentos em que nós percebemos possuir uma energia a mais para realizar algo.

Todos sentimos desejos e queremos realizá-los. O processo dessa busca pela realização é o que chamo de felicidade. É onde o tesão aparece e nos empurra na direção certa.

Depois de filosofar tanto, defino libido como tesão, tesão que sentimos em estar vivos e aptos a realizar coisas e sonhos e não só desejos sexuais.

Falei da felicidade estar na busca porque não considero que ela apareça na conquista e sim durante o processo. A libido entra aí. Ela é o que nos impulsiona na direção do objetivo. E impulsos acontecem sempre no inicio de qualquer processo e nunca no final”.

Bom, dito isso, a professora veio com uma resposta de que eu deveria ler algumas obras, onde os autores desenvolveram um trabalho que se chama Liderança Situacional. Disse que eles estudaram uma proposta de intervenção institucional considerando aspectos salientados em meu texto.

Achei o nome Liderança Situacional tão cheio de pompas que nem me atrevi a ler o trabalho desses autores, mas se alguém quiser, aqui vão seus nomes: Paul Hersey e Kenneth Blanchard.

Outra coisa que ela respondeu foi um esquema mais ou menos assim:

        Sentir-se vivo ———- ter e querer ———- realizar

                  ↕                                              ↕

             ——————— Felicidade —————-

                                                       ↕

                                               Processo

Qual é a conclusão disso? Que a busca é um processo que envolve o sentir-se vivo, que traduzi em meu texto como tesão, libido ou seja lá o que for, desejo de algo, e realização de algo. Isso tudo feito dessa maneira é o que ela chama de felicidade? Parece óbvio, mas se é isso, então é isso, e não discuto com professores, muito menos de psicologia.

O que fica claro nessa explanação que fiz, inclusive mostrando algo pessoal dos meus arquivos de psicologia é que o tesão tem que fazer parte de tudo. Não se termina um casamento quando o tesão acaba? Então, não podemos ter tesão apenas por pessoas e parceiros, temos que ter tesão por absolutamente tudo.

Volto a dizer, quando exercemos uma atividade que dominamos, mesmo que de forma paralela, a fazemos com grande facilidade. Agora que falamos de libido, podemos dizer até que essa atividade pode e vai fazer você sentir tesão em executá-la. E sabemos pelas nossas próprias experiências que fazer algo com tesão é a melhor coisa que existe.

MM

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